Wy-Dit-Joli-Village

Perdido em um belo vilarejo, um museu que celebra o trabalho

25 de julho de 2015

Vou escrever mais uma vez sobre os arredores de Paris. É que tem tanto lugar lindo e até bucólico, que acho uma pena que pouca gente conheça. Desta vez, vamos partir para a região do Vexin Français, na parte que fica no Val d’Oise.

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Vexin Français é uma grande área verde e antiga província na região noroeste da Île-de-France – tem uma parte na Picardie também. Ela engloba vários vilarejos muito pequenos e lindos, que parecem ter saído de um conto de fadas ou dos séculos passados. E esses lugares abrigam construções e igrejas muito antigas, assim como museus e atrações insólitas. Aqui a dica é um museu: o Musée de l’Outil (da Ferramenta).

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Mas o que um museu pequeno, num vilarejo nanico, tem de interessante? Bom, primeiro porque o lugar é lindo e é uma delícia passear por essa região – o número de pessoas que faz caminhada e trilhas ali é cada vez maior, há guias e guias sobre o assunto. Segundo, porque o museu, levando em conta o tamanho do vilarejo, é grande e muito bem organizado. Além disso, é um verdadeiro mergulho em profissões antigas, algumas das quais ainda existem, tais como marceneiro, pedreiro, etc. E por último, e não menos interessante, é a própria história do museu.

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Na verdade, o acervo era de um ferreiro e colecionador chamado Claude Pigeard. Ele reuniu mais de 1500 ferramentas das mais diversas profissões e, em 1977, abriu um museu na própria residência. Quando ele morreu, em 2003, a viúva, Françoise, se viu obrigada a fechar o lugar. Dois anos depois, o Conselho Geral do Val d’Oise adquiriu a construção e o acervo. Em 2011, depois de uma restauração, o museu foi reaberto e, desde então, atrai muitos visitantes, quase todos franceses.

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É um verdadeiro mergulho no cotidiano do trabalho francês de outras épocas, já que cada sala é dedicada a uma profissão, com os instrumentos usados em cada métier. Há objetos ali do século XIV e outros personalizados, que contam a história de uma vida. Como se não bastasse, o museu ainda abriga os vestígios de uma terma galo-romana do século II, ou seja, da época em que a região da França, Gália (em francês Gaule), era ocupada pelos romanos. Essas ruínas antigas foram descobertas em 1976, quando Claude arrumava a residência para abrir o museu.

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O acervo e as ruínas

E depois de percorrer as salas, chegamos ao jardim, chamado de Jardin du Presbytère, muito bonito e bem cuidado. Ele leva esse nome porque Claude Pigeard o concebeu como os jardins que eram cuidados por religiosos na Idade Média. Dentre elementos de ferro realizados por monsieur Pigeard e vários outros tipos de flores, o lugar abriga nada menos que 125 variedades de roseiras. E, durante a visita, não é raro nos encontrarmos com Madame Pigeard, já que ela ainda mora ao lado e adora cumprimentar quem vem visitar o museu.

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Então, recomendo muito a você visitar a região do Vexin Français, dar uma paradinha no Wy-Dit-Joli-Village, entre outros vilarejos, e visitar o museu. Será um passeio diferente e você vai conhecer um outro lado da Île-de-France, bem romântico e bucólico. E, além de tudo, é gratuito.

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Musée de l’Outil
Rue de la Mairie
95420 Wy-Dit-Joli-Village
Horários: de 1 de maio a 31 de outubro 2015, quartas e sextas, das 13h30 às 17h30. Sábados, domingos e feriados, das 14h às 18h30
Gratuito

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Como ir a Wy-Dit-Joli-Village a partir de Paris
Não é fácil chegar a região do Vexin Français, mas existem algumas alternativas
1) Pegar o RER A, direção Cergy-le Haut e de lá pegar um táxi. O RER até Cergy-le Haut dura de 40 minutos a 1 hora e o percurso de táxi a partir de Cergy até o vilarejo dura 17 minutos.
2) Ou a partir da estação Saint-Lazare, pegar o trem para Santeuil-Le Perchay e de Le Perchay pegar um taxi. O trem até a estação de Sainteuil-Le Perchay dura uma hora e o táxi de Le Perchay até Wy-dit-Jolie-Village dura 10 minutos.
3) Aos domingos um ônibus chamado Baladobus leva os turistas para as atrações da região. Você pode pegar esse ônibus nas estações de Pontoise (RER C), Cergy Préfecture (RER A) ou Cergy-le Haut (RER A), ele custa 4 euros (vale para o dia inteiro) e funciona até 27 de setembro de 2015. Os horários são limitados, a linha que vai para Wy-dit-Joli-Village é a linha A. Mais informações aqui

Para saber os horários do trem ou do RER, consulte o Via Navigo

4) Ou você pode alugar um carro. Veja as cotações com a Rentalcars, parceira aqui do blog. Saiba mais aqui

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Renata Rocha Inforzato

Sou de São Paulo, e moro em Paris desde 2010. Sou jornalista, formada pela Cásper Líbero. Aqui na França, me formei em História da Arte e Arqueologia na Université Paris X. Trabalho em todas essas áreas e também faço tradução, mas meu projeto mais importante é o Direto de Paris. Amo viajar, escrever, conhecer pessoas e ouvir histórias. Ah, e também sou louca por livros e animais.

Comentários (7)

  • Luciana Rodrigues - Turismo em Roma Responder    

    26 de julho de 2015 at 19:40

    Interessante, mesmo, Renata!

  • Marilda Teixeira Responder    

    27 de julho de 2015 at 0:21

    Mais uma das pequenas vilas encantadoramente escondidas dos turistas desavisados. Eu fico babando ao ler seus posts sobre essas pequeninas cidades e quanta coisa vc nos proporciona descobrir!
    Valeu, Renata! Bjs

    • Renata Inforzato Responder    

      28 de julho de 2015 at 9:54

      Oi Marilda, obrigada, viu? Espero que vc possa voltar logo e visitar algumas delas. Um beijão

  • Micaela Responder    

    30 de julho de 2015 at 11:38

    Que saudades dos tempos passados nesse belíssimo país que é França. Parabéns pelo seu trabalho Renata.

    • Renata Inforzato Responder    

      30 de julho de 2015 at 18:51

      Oi Micaela, obrigadão pela visita ao blog e pelo comentário, fiquei muito feliz. E espero que vc volte logo passar uns dias aqui. bjs

  • Direto de Paris - Jornalismo em Paris Responder    

    21 de junho de 2016 at 11:46

    […] belos da França, e onde há muitos restaurantes, parques e pequenos museus interessantes, como o Musée de l’Outil, que já falei aqui no […]

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