Oradour-sur-Glane

Oradour-sur-Glane – a cidade assassinada pelos nazistas

14 de julho de 2017

Oradour-sur-Glane é um pequeno vilarejo da antiga região do Limousin (que hoje faz parte da Nouvelle-Aquitaine), localizado a cerca de 25 quilômetros de Limoges. Infelizmente, o lugar ficou conhecido por uma tragédia: em 10 de junho de 1944, praticamente toda a população foi assassinada pelos soldados nazistas.

Oradour-sur-Glane

O vilarejo era um lugar tranquilo. Uma parte da população trabalhava em Limoges ou nos arredores. Outra tinha comércio ali mesmo ou trabalhava em casa, como as costureiras, por exemplo. Durante a Segunda Guerra, boa parte da França foi ocupada pelos nazistas. A região do Limousin ficava em zona livre, porém, havia sido invadida pelos alemães em 1942. Mas, apesar do conflito, a vida seguia mais ou menos normal por aquelas bandas.

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Isso até chegar o dia 10 de junho de 1944. Era por volta das 14 horas quando um morador avista um motoqueiro. “É um alemão”, diz, sem preocupação. Afinal, nada acontecia em Oradour. Logo em seguida, aparecem seis veículos blindados e dez caminhões, que estacionam em diferentes lugares do vilarejo. Os soldados estão vestidos para a guerra, mas ainda assim quase ninguém se preocupa e nem tenta fugir, e mesmo que tentasse, seria difícil, pois Oradour já estava cercado.

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O tambor do lugar soa. Todos deveriam se reunir no Champ de Foire que, como o nome diz, era uma pequena praça onde acontecia a feira de Oradour. As pessoas obedecem, sem pressa. Aí os soldados alemães começam a entrar nas casas e a empurrar o pessoal para ir mais rápido. Todos sem distinção são convocados, inclusive mulheres, idosos e crianças. Os professores até apressam os pequenos, dizendo que não é bom deixar os outros esperando. Mal sabiam eles o que os esperava.

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Os moradores se reúnem no Champ. Então, os soldados ordenam a triagem da população: homens de um lado, mulheres e crianças do outro. Os nazistas são brutos e o medo se instala. O que irá acontecer com todos ali? Nessa hora, seis ciclistas atravessam o vilarejo por azar: cinco homens e uma mulher. Eles são colocados junto com os outros. Ninguém pode sair dali, assim, não ha ninguém para alertar a região e evitar a tragédia.

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Uma hora se passa, em meio a várias ordens. As mulheres e crianças são levadas para a igreja. Os homens são divididos em vários grupos. São levados, respectivamente, para três celeiros, duas garagens, uma adega e um hangar. Às 16 horas, uma explosão dá o sinal para começar o massacre.

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O fuzilamento acontece ao mesmo tempo em todos os lugares onde estão agrupados os homens. Eles são atingidos na altura da perna, para prolongar o sofrimento. Os soldados continuam atirando até que nenhum homem se mexa. Eles estão caídos uns sobre os outros, uma montanha de mortos e feridos. Os nazistas chegam a subir nos corpos para atirar naqueles que ainda se mexiam.

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Conversando, como se nada demais estivesse acontecendo, os soldados juntam palha, feno, madeira e outros materiais inflamáveis e cobrem os corpos caídos. Aí acendem a chama e somente quando o fogo começa a se alastrar, é que se afastam, indiferentes aos gritos daqueles que são queimados vivos.

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As mulheres, fechadas na igreja, não têm medo. Muitas pensam: “afinal, o que pode acontecer na casa de Deus?” Porém, se inquietam pelos seus pais, maridos, filhos… E quando escutam as metralhadoras, se desesperam. “Estão matando nossos homens”, gritam. Depois de algumas horas de agonia, a porta da igreja se abre. Elas têm um pouco de esperança de serem libertadas.

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Porém, os dois soldados que entraram fecham a porta novamente. Eles, então, colocam sobre a mesa do altar uma caixa com pavios. Eles acendem esses pavios e saem da igreja, deixando as mulheres e crianças trancadas ali. Uma explosão se ouve, seguida por uma fumaça sufocante. As mães tentam proteger seus filhos, que se jogam sobre elas. Desesperados, todos tentam sair dali, mas as saídas estão todas fechadas.

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Com a pressão das pessoas tentando fugir, a porta da sacristia cede. Mas os soldados, de tocaia no exterior e nas janelas, atiram. Nenhum canto é poupado e mulheres e crianças tombam umas sobre as outras.

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Quando tudo parece ter acabado na igreja, os soldados voltam e atiram lá dentro até acabar a munição. Saem, voltam. Pegam bancos e cadeiras, que colocam em uma pilha, e tacam fogo. A coluna de fumaça e chamas é enorme, tão alta quanto a igreja que queima.

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Mais ou menos às 19 horas, o bonde que liga Limoges e passa por Oradour-sur-Glane é parado pelos nazistas. Ele traz as pessoas que trabalham na região. Os passageiros são divididos em dois grupos: os moradores de Oradour e os outros. Este último grupo recebe a ordem para voltar para Limoges. Já o primeiro não sabe o que vai acontecer.

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Os soldados agrupam os moradores, em torno de vinte, e apontam as metralhadoras. Porém, depois de três horas ali, sofrendo as gozações e desprezo dos nazistas, são libertados. Eles mal acreditam e correm procurar abrigo nos vilarejos vizinhos, pois são impedidos de entrar em Oradour.

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Os assassinos não vão embora de imediato. Eles passam a noite no vilarejo, saqueando e queimando as casas. De manhã é que partem, deixando para trás um rastro de destruição e morte. Casas, carros e igreja queimados e em ruínas.

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Logo depois da partida dos nazistas, os moradores que estavam no bonde voltam. Eles ficam chocados com a destruição. Mas, quando veem os locais cheios de cadáveres e cinzas humanas, o desespero toma conta. Na igreja, tudo ainda está muito quente.

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As cenas são chocantes. Um homem chega a reconhecer a esposa e outra mulher da família. Mas, ao tocá-las, as cinzas se espalham. No confessionário, os corpos de dois meninos, em pé e de mãos dadas. Eles escaparam do fogo, mas foram atingidos pelos tiros dos soldados e tinham as coxas destruídas. A sacristia havia desabado com o peso dos cadáveres.

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Quando os moradores finalmente tiveram a autorização para recuperar e enterrar os mortos, foi praticamente impossível identificar os corpos. Isso porque os alemães ainda voltaram dois dias depois para apagar os rastros do massacre e colocaram vários corpos em diversas fossas comuns, espalhadas pelo vilarejo. E, junto com os cadáveres, muitos detritos.

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Uma fossa especial foi cavada pelos moradores no cemitério e, ao final de cada tarde, os restos mortais encontrados naquele dia eram depositados ali, depois de uma pequena cerimônia religiosa.

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Nem todos os moradores que estavam em Oradour-sur-Glane na hora do massacre morrem. Alguns conseguem escapar. Dentre as 247 crianças que estavam nas escolas, somente uma se salva. Um menino vindo da Lorraine (naquela época, boa parte da Alsace e da Lorraine era alemã e muitas pessoas foram evacuadas ou fugiram para o Limousin). O garoto, que se chama Roger Godfrin, já conhecia a fúria dos nazistas e conseguiu se esconder nos jardins.

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Dentre os homens colocados para serem fuzilados, cinco escapam. Eles têm mais ou menos as mesmas atitudes. Logo no começo do fuzilamento, se fingem de mortos. Quando os nazistas colocam fogo nos cadáveres e agonizantes, eles deslizam com cuidado, refugiando-se em um canto. Ficam ali por horas, vendo as chamas consumirem tudo. Somente quando o fogo chega muito perto, é que eles fogem de vez, dissimulando-se entre os muros até alcançarem os campos, onde passam a noite escondidos na relva até a partida das últimas sentinelas. Todos gravemente feridos.

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Dois desses sobreviventes do fuzilamento ficaram bem conhecidos dos visitantes de Oradour: o primeiro foi Marcel Darthout, que morreu em outubro de 2016 aos 92 anos. Ele tinha 20 anos e foi o único sobrevivente da sua família, perdendo a mãe, irmã e esposa no massacre. O outro é Robert Hébras, o único sobrevivente da tragédia que está vivo até hoje, com 92 anos. Da família de Robert, somente a irmã mais velha – que não morava em Oradour – e seu pai – que estava em um vilarejo vizinho naquele dia – escaparam. A mãe e as outras duas irmãs morreram queimadas na igreja.

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Porém, um desses cinco homens, Pierre-Henri Poutaraud, ao sair de perto do fogo, se precipita para a área do cemitério. Um soldado o encontra e ele é morto ali mesmo. Outras pessoas escapam ao desobederecem as ordens e não irem ao Champ de Foire. É o caso de Jacqueline Pinède, que, menina, se escondeu com seus dois irmãos e escapou da morte. Ela perdeu os pais e a avó no massacre e viveu até os 92 anos, falecendo em fevereiro de 2017. Contudo, muitos dos moradores que não foram até a praça foram mortos em suas casas pelos nazistas.

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Local onde o corpo de Pierre-Henri Poutaraud foi encontrado

Dentre as 254 mulheres e 207 crianças que estavam presas na igreja, somente uma escapou. Ela se chama Marguerite Rouffanche e tinha 46 anos na época da tragédia. Enquanto a fumaça sufocava as pessoas, ela descobriu, atrás do altar, um banquinho usado para acender as velas. Acima, ela vê um vitral aberto.

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Então, ela sobe no banco e passa pelo vitral. Porém, ao aterrissar no chão, ela escuta um barulho e percebe que uma jovem mãe a seguiu. A moça joga seu bebê e grita: “Salve o meu pequeno, pegue-o”. Só que o bebê cai violentamente no chão. A mãe começa a saltar logo depois.

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No entanto, os nazistas ouviram a fuga e atiram nas duas mulheres. A jovem mãe cai e morre junto ao seu bebê, que já estava morto. A outra mulher desliza com dificuldade até o jardim do presbitério, onde se esconde. Ela fica ali, semiconsciente. No dia seguinte, os moradores, aqueles que estavam no bonde e tinham voltado a Oradour, escutam uns gemidos, mas fogem, pensando que são os nazistas. Quando voltam para resgatar os cadáveres, descobrem a mulher, agonizante, e a salvam.

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Única sobrevivente da igreja, ela perdeu o marido, um filho, duas filhas e um neto durante o massacre. Tudo o que se sabe que aconteceu dentro do templo foi graças ao seu relato, que ela não cessou de repetir até a sua morte, em março de 1988.

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Quando o massacre tornou-se público, os nazistas inventaram as mais variadas desculpas para justificá-lo. A primeira desculpa dada foi que o vilarejo visado era Oradour-sur-Vayres e que os soldados se enganaram e atingiram Oradour-sur-Glane. Outra foi que os nazistas viram armas no vilarejo e voltaram para punir a população.

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Ainda disseram que dois alemães foram mortos em uma briga entre eles e os franceses. Ou, então, que patriotas haviam atacado um comboio do exército alemão quando este chegou nos arredores. E, por fim, que um carro de turistas alemães havia sido atacado alguns dias antes perto de Oradour, deixando dois oficiais mortos.

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O fato é que os moradores da região não eram simpáticos aos nazistas e estes quiseram puni-los, fazendo do massacre de Oradour-sur-Glane um exemplo para quem não quisesse colaborar.

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No começo de 1953, acontece um julgamento em Bordeaux. Apesar do depoimento dos sobreviventes, a acusação encontra muitas dificuldades, em parte por causa da falta de provas precisas e pela ausência de responsáveis. Dos 65 militares identificados, somente 21 se apresentam, sendo sete alemães e 14 alsacianos. Nenhum oficial superior é acusado.

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O relato da tragédia que matou 642 pessoas, muitas queimadas vivas, não comove os militares, que afirmam não se lembrarem de nada. Diziam apenas que era a Guerra, que cumpriam ordens e atiravam sem mirar. Dos alsacianos, um sargento é condenado à morte e os outros treze a penas que variam entre cinco e oito anos de prisão. Entre os alemães, um é condenado à morte, outro absolvido e cinco são condenados a penas de reclusão entre 10 e 12 anos.

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Porém, no mesmo ano, uma lei anistia os condenados, em favor da união da França. Como protesto, Oradour-sur-Glane devolve ao Estado as condecorações recebidas, como a Cruz da Legião de Honra e a Cruz de Guerra, recebidas, respectivamente em 1948 e 1949.

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Em 1981, o serviço de busca de criminosos de guerra encontra e captura o oficial Heinz Barth, que participou do massacre de Oradour. Ele vivia tranquilamente em sua cidade natal na então Alemanha Ocidental. Em 25 de maio de 1983, seu julgamento começa em Berlim.

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O militar desmente as versões dadas como desculpas pelos nazistas. Disse que nada foi encontrado contra Oradour e que apenas recebeu ordens do comandante Adolf Dickmam para destruir e matar todos. Mesmo tendo diante de si os depoimentos dos sobreviventes, ele não se comove e nem se arrepende. Afirma que recebeu ordens e as cumpriu. Ele é condenado à prisão perpétua, mas é libertado em 1997 por razões médicas e morre dez anos depois, aos 86 anos. Já Dickmam havia morrido na Normandia, apenas 19 dias depois do massacre de Oradour.

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O cemitério
Ele faz parte da visita às ruínas de Oradour-sur-Glane. É onde a quase totalidade das vítimas está enterrada. Ali vemos os rostos delas, temos uma noção de quantas famílias foram dizimadas no massacre, quantas crianças morreram. Enfim, vemos os rostos da tragédia.

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No centro, um monumento ossuário, construído em 1953 em homenagem aos mortos no massacre. Nele, vemos dois caixões com cinzas e ossos. O cemitério continua a ser usado, inclusive ali foram enterrados os sobreviventes que morreram anos depois.

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Le Martyrium
Fica entre as ruínas e o cemitério. Foi construído entre 1947 e 1953 para ser um lugar de recolhimento e abrigar as cinzas de vários dos mortos. Tem uma esplanada para reunião de pessoas e a cripta onde seriam abrigadas as cinzas. Mas, as famílias dos mortos recusaram o monumento depois da anistia de 1953. Ele, então, foi reformado em 1974 e abriga os objetos pessoais dos mortos encontrados nas ruínas.

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O novo vilarejo de Oradour-sur-Glane
Logo após o massacre, o próprio governo de Vichy – governo francês que colaborou com os nazistas durante a Ocupação da França – tomou as primeiras medidas para a conservação das ruínas e a reconstrução do vilarejo não exatamente no mesmo lugar. Decisão que ficou ainda mais concreta após a visita do General Charles de Gaulle, em 1945, que declarou Oradour-sur-Glane como vilarejo mártir da França.

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Finalmente, em 10 de maio de 1946, a Assembleia Nacional francesa vota a lei que classifica as ruínas como Monumento Histórico e determina a construção do novo Oradour-sur-Glane ao lado do antigo vilarejo. A primeira pedra é colocada em 10 de junho de 1947, pelo Presidente da República Vincent Auriol.

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O novo vilarejo apresenta arquitetura e material homogêneos, de acordo com o que estava em vigor na região nos anos 1950. Toda a construção foi supervisionada pelo Estado. Muitos sobreviventes ou parentes dos mortos continuaram a viver em Oradour ou na região. Eles não queriam se separar de seus entes queridos e nem do lugar que representou uma mudança em suas vidas.

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Centre de la Memoire de Oradour-sur-Glane
As ruínas do antigo vilarejo são cuidadas pelo Estado, através de um centro de memória que fica ali ao lado. O memorial reúne informações, fotos e documentos sobre Oradour antes da tragédia e sobre o massacre. Há também objetos das vítimas e relatos e fotos de outros massacres ocorridos pela Europa também durante a Segunda Guerra.

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Este foi o lugar mais triste que visitei aqui na França. Mas acho importante visitar e ver de perto esses palcos de tragédias exatamente para que as pessoas tomem consciência e fatos como esse não se repitam. E conhecer e andar pelas ruínas de Oradour-sur-Glane foi uma maneira de ajudar a preservar esta memória e prestar minha homenagem aos mortos.

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Village Martyr de Oradour-sur-Glane
De 1º de fevereiro a 15 de dezembro: entrada pelo Memorial.
De 16 de dezembro a 31 de janeiro: entrada pelas portas Norte e Sul.
Horários: De 1º de novembro a 29 de fevereiro, todos os dias, das 9h às 17h. De 1º de março a 15 de maio e de 16 de setembro a 31 de outubro, das 9h às 18h. E de 16 de maio a 15 de setembro, das 9h às 19h.
Gratuito
Centre de la Mémoire de Oradour-sur-Glane
Horários: De 1º a 28 de fevereiro e de 1º de novembro a 15 de dezembro, todos os dias, das 9h às 17h. De 1º de março a 15 de maio e de 16 de setembro a 31 de outubro, todos os dias das 9h às 18h. E de 16 de maio a 15 de setembro, todos os dias, das 9h às 19h. Fechado entre 16 de dezembro e 31 de janeiro.
Tarifa: 7,80 euros. Crianças a partir de 10 anos, adolescentes até 18 anos e estudantes: 5,20 euros. Gratuito para menores de 10 anos. Para saber outras tarifas e informações, veja o site do Centre de la Mémoire.

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Como ir a Oradour-sur-Glane
De Paris, na Gare d’Austerlitz, pegar o trem para Limoges. A viagem dura pouco mais de três horas. Para saber mais sobre preços e horários dos trens, acesse o site da SNCF, a companhia francesa de trens.
Em Limoges, ao lado da estação de trem, está o terminal de ônibus. Lá pegue a linha 12 e desça em Oradour. O trajeto dura uns 35 minutos. Para saber mais sobre os horários e itinerário, veja o site Moohv87, que reúne as linhas de ônibus da região.
Para saber como ir de carro, acesso o site da Via Michelin

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Renata Rocha Inforzato

Sou de São Paulo, e moro em Paris desde 2010. Sou jornalista, formada pela Cásper Líbero. Aqui na França, me formei em História da Arte e Arqueologia na Université Paris X. Trabalho em todas essas áreas e também faço tradução, mas meu projeto mais importante é o Direto de Paris. Amo viajar, escrever, conhecer pessoas e ouvir histórias. Ah, e também sou louca por livros e animais.

Comentários (8)

  • Flávia Donohoe Responder    

    15 de julho de 2017 at 18:04

    A cidade é bem encantadora, uma pena que seja ligada a uma história tão triste, eu vi um filme francês que mostra como o prefeito da cidade lidou com uma pequena cidade e como os nazistas lidavam com a situação, o seu relato me lembrou bastante esse filme!

  • angela sant anna Responder    

    16 de julho de 2017 at 8:45

    que história horrível, eu n tenho palavras para descrever o quão agoniante foi essa situação, só de ler seu texto fiquei extremamente triste e não consigo acreditar q realmente aconteceu…o desespero da mae tentando salvar o filho pelo vitral, o guri que se salvou pq se escondeu e testemunhou todo o fuzilamento, as chamas e a tentativa de esconder o massacre…

  • Eliana C. Pereira Responder    

    16 de julho de 2017 at 14:30

    Concordo com você que esse foi o lugar mais triste que já visitei na França… Ao mesmo tempo, admiro a coragem que tiveram de preservar a cidade exatamente como a encontraram depois do massacre… Deve ser bem difícil manter uma vida normal, passando por ali todos os dias… Parabéns pelo post, por ter contado essa triste história e lugar que acredito que poucas pessoas conhecem…

  • Michela Borges Nunes Responder    

    16 de julho de 2017 at 23:53

    Que história incrível e triste. Me emocionei lendo o teu post. Importante deixar este tipo de local preservado para visitas para que a humanidade tenha noção da maldade de uma guerra e suas mazelas. Muito bom o post.

  • Camila Lisbôa Responder    

    17 de julho de 2017 at 14:48

    Renata, obrigada por trazer essa super aula de história de um período super triste e chocante, mas que sim fez parte do passado da humanidade. Conhecer essas histórias e conhecer esse lugar amadurece e traz discussões que todos devemos ter. Não conhecia e espero ter essa experiência quando for à França.

  • Simone Hara Responder    

    18 de julho de 2017 at 6:22

    Tão revoltante e quase beira o inacreditável saber que existiram pessoas que achava válido acatar esse tipo de ordem.
    Que história triste a dessa cidade.
    Um texto pesado, mas tão importante. Acho que a melhor forma de evitar que isso se repita é conhecer a história nos mínimos detalhes.

  • lid costa Responder    

    18 de julho de 2017 at 10:29

    Primeira vez que escuto falar dessa cidade. Que história mais triste. Como os horrores da guerra ainda surpreendem e marcam a gente, que sirva de licao para o futuro e não se repita.

  • Viajar pela história - Catarina Leonardo Responder    

    28 de julho de 2017 at 15:28

    Impressionante este relato… Viajar é estar nestes locais e relembrar o que aconteceu. Que não aconteça novamente.

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