Atrações

Butte-aux-Cailles – Bairro com alma de vilarejo e Street Art

16 de dezembro de 2015

Há alguns lugares em Paris que parecem que nem fazem parte da cidade. Conforme conhecemos, vivemos e nos perdemos pela Cidade Luz, esses recantos vão sendo descobertos pouco a pouco. Um exemplo é o bairro conhecido como Butte-aux-Cailles, que vou apresentar hoje a vocês.

Butte-aux-Cailles

Na verdade, eu conheci a Butte pouco tempo depois que cheguei aqui, através de uma grande amiga que vive em Paris há muitos anos e, de maneira generosa, me ajudou muito na minha adaptação à vida parisiense. Pois bem, naquela vez passamos uma tarde caminhando pelo bairro.

Butte-aux-Cailles

E eu gostei tanto que, desde então, vou sempre ali e cada visita é uma descoberta. Já era para ter feito um post sobre o bairro, mas acabei enrolando, como sempre. Porém, antes tarde do que nunca, não é mesmo? Então, vamos lá conhecer a Butte-aux-Cailles.

Butte-aux-Cailles

A Butte-aux-Cailles está situada no 13eme arrondissement de Paris, quase no limite com o 14eme. O nome Butte é porque o bairro é composto por uma colina, cujo ponto mais alto atinge 63 metros. Mas isso não é muito: para se ter uma ideia, a de Montmartre atinge quase o dobro disso. Então, é um passeio com subidas e descidas suaves – e também algumas ruas planas.

Butte-aux-Cailles

Já o resto do nome “aux-Cailles” tem a ver com a história do lugar. Em 1543, Pierre Caille, adquire esta área, então composta por algumas encostas com plantações de vinhas. Assim, a área foi ficando conhecida como a “Colina dos Cailles”, ou seja, uma alusão à família proprietária. Com o tempo, a terra foi sendo repartida em lotes pelos herdeiros, casas foram sendo construídas e o lugar virou um vilarejo.

Butte-aux-Cailles

A Butte-aux-Cailles passa os séculos tranquila, coberta de campos, vinhas e com vários moinhos que aproveitavam o vento que a altitude proporcionava. Você vai observar que várias ruas levam o nome de Moulin (Moinho). No subsolo, havia minas para extração de argila e de calcário.

Butte-aux-Cailles
Space Invader em uma esquina

Havia um rio que passava no meio do bairro, o Bièvre. Dizem que, no século XVIII, Jean-Jacques Rousseau, quando morava em Paris, ia até a Butte para passear nas margens do rio e apreciar os moinhos. Em 1783, a tranquilidade do lugar é quebrada com a aterrissagem de um balão. No dia 21 de novembro daquele ano, Pilatre de Rozier e o Marquês D’Arlandes saem de La Muette, no 17eme, a bordo de um balão de papel alimentado por um fogo em palha. Em menos de 30 minutos, eles voam nove quilômetros e aterrissam na Buttes-aux-Cailles, onde hoje é a Place Paul Verlaine.

Butte-aux-Cailles
Placa comemorativa da aterrissagem

O século XIX vai trazer mudanças ao bairro. A partir de 1848 até a Primeira Guerra, a presença de trabalhadores de couro e de chiffonniers vai agitar a Butte-aux-Cailles. Os chiffonniers coletavam dejetos das casas, como papel, pele de coelho, trapos, etc, e os revendiam para artesãos, e depois para indústrias, que os transformavam em outros produtos. Porém, ao longo dos anos, por causa dessas atividades, o Bièvre vai ficando poluído e começa a ser coberto em 1850.

Butte-aux-Cailles
Miss Tic em uma das paredes da Passage Sigaud

Nessa época, a Butte-aux-Cailles não fazia parte de Paris e sim do município de Gentilly. Em 1860, é anexada à capital, mas escapa das mudanças de Haussmann. É que as antigas minas de calcário e argila tornaram o terreno instável, o que impedia a construção de grandes imóveis e bulevares.

Butte-aux-Cailles

O lugar é pobre, sem luz e sem pavimento, habitado pelos trabalhadores. Por isso, é ali que, em 1866, é inaugurado o primeiro açougue de carne de cavalo em Paris. Por ser uma carne mais acessível, era a única que os moradores podiam comprar.

Butte-aux-Cailles
Julien Malland, conhecido como SETH, na Rue Alphand

Em 1871, o bairro é palco de lutas sangrentas durante a Comuna de Paris. A Butte-aux-Cailles é um dos quartéis generais dos Communards, isto é, dos revolucionários contra o poder de Napoleão III. Em 25 de maio do mesmo ano, há uma série de lutas sangrentas ali. As tropas do governo são muitas vezes recuadas, mas, no final da tarde, conseguem tomar o bairro. Esse caráter revolucionário da Butte existe até hoje.

Butte-aux-Cailles

O século XX vê mais algumas mudanças. Em 1913, a igreja Sainte-Anne de la Butte-aux-Cailles é finalizada: até então, o bairro era um dos poucos que não tinha nenhum edifício religioso. Em 1924, é construída a piscina, todinha em Art Déco, uma das mais bonitas de Paris. O Bièvre pouco a pouco desaparece. Em 1950 ele já está completamente coberto. E até hoje ele inspira saudade nos moradores.

Butte-aux-Cailles
Igreja de Saint-Anne de la Butte-aux-Cailles

E é no final do século XX que começa a chegar na Butte-aux-Cailles um tipo de arte que vai torná-la famosa por aqui: a Street Art ou Arte de Rua. E isso mostra que o caráter contestador do lugar continua firme e forte. Não dá para passear pelo bairro sem observá-las: grafites, com ou sem estêncil, mosaicos, cartazes e colagens. Tem de tudo e a criatividade aqui não tem limites.

Butte-aux-Cailles
JM Robert, na Rue Alphand

O bairro conta com um coletivo de artistas que controla algumas intervenções, chamado Lézarts de la Bièvre. Todo ano há um artista convidado a expor nos muros da Butte e até dos bairros da região. Ainda podemos ver os personagens dos convidados dos anos anteriores, mas várias obras geridas pela associação são efêmeras. Então, cada visita ao bairro pode contar com um “acervo diferente”.

Butte-aux-Cailles

Mas também há outras intervenções “fixas” de artistas conhecidos e anônimos. Um deles é Miss Tic. Ela é conhecida desde os anos 1980 com suas mulheres e homens sensuais acompanhados por jogos de palavras, muitas vezes de duplo sentido. As obras dela estão praticamente em todos os cantos da Butte.

Butte-aux-Cailles
Miss Tic, na Rue Moulin-des-Prés com a Place Paul Verlaine

Outro artista bem presente é Jef Aérosol. Ao lado de seus personagens, que tocam um instrumento musical, a frase “La musique adoucit les murs” (A música suaviza as paredes). Também encontramos obras de Mosco et Associés, Jana und Js (um casal), entre outros.

Butte-aux-Cailles
Jef Aérosol, na Rue de la Butte-aux-Cailles

De tudo o que vi, as obras que achei mais legais foram: a fachada de um pequeno edifício, feito por JACE, parodiando o jogo de videogame Donkey Kong, que fica no número 59 rue du Moulinet.

Butte-aux-Cailles
JACE, na Rue du Moulinet

E o outra que mais gostei está na Passage du Moulin-des-Prés, que é um trabalho conjunto de JACE e Jef Aérosol, com dois elefantes segurando uma corda, onde um personagem pula. E o elefante da esquerda está equilibrado na silueta de um menino. Adorei.

Butte-aux-Cailles
JACE e Jef Aérosol na Passage du Moulin-des-Prés

É difícil contabilizar todas as obras que estão pelo bairro. Quando você acha que viu tudo, descobre depois que deixou passar várias. Eu mesma ainda não achei um guia do bairro que tenha contabilizado todas, o que eu acho difícil de acontecer, pois, como escrevi ali em cima, muitas são efêmeras.

Butte-aux-Cailles
Urbansolid

Uma das coisas mais legais ao andar pela Butte é ver esse contraste entre a Street Art, muito moderna, e as casinhas, com ou sem jardim na frente, que parecem ter parado no tempo. Ao clima de nostalgia que as casas geram, junte os paralelepípedos de várias ruas e os lampiões que ainda estão presentes nelas. É o caso da rue Buot, por exemplo.

Butte-aux-Cailles
Rue Buot
Butte-aux-Cailles
SARCE, na Rue Buot
Butte-aux-Cailles
Alys Cheshire, na rue Buot

Outra coisa bem interessante são os imóveis recobertos por hera. Agora no outono, as cores ficam lindas. E há vários deles pelo bairro, como esse da rue Barrault.

Butte-aux-Cailles
Rue Barrault

Não dá muito para dizer o que ver, porque para mim todas as ruas valem a visita. Mas vou colocar aqui alguns pontos mais gerais e algumas atrações, para tentar facilitar o passeio.

1) Rue de la Butte-Aux-Cailles – É a principal do bairro. Nela, há vários bares e restaurantes. E algumas lojas, como a Les Abeilles, do número 21, de produtos derivados de mel e, perto dela, a Les Amis de la Bienvenue, uma livraria que vende também livros usados. Também é nessa rua que está localizada a boulangerie (padaria) Legendre, que tem uma torta de chocolate deliciosa, e, quase ao lado dela, uma loja de produtos para vitrines que me fez voltar à infância. Essa rua é o ponto de agito da Butte à noite.

Butte-aux-Cailles

Butte-aux-Cailles
Voltei a ser criança olhando essa vitrine

2) Place Paul Verlaine – É a praça principal do bairro. E onde os moradores vão jogar pétanque (que é um pouco parecido com o nosso jogo de bocha). Foi ali que o balão aterrissou em 1783. Nela também tem arte de rua. Achei bem legal a placa de trânsito, feita por Clet Abraham.

Butte-aux-Cailles

Butte-aux-Cailles
A Placa de Clet Abraham

3) Piscina – É um complexo de piscinas construído em 1924 em estilo Art Déco, projeto do arquiteto Louis Bonnier. E teve uma inovação em matéria de higiene para a época: há a parte das duchas. E pela primeira vez, o usuário tem que passar por uma ducha antes de entrar na piscina. O lugar conta com três piscinas. Uma interna, com 33 metros de comprimento e arcos, e duas exteriores, uma com 25 metros e a outra com 12 metros.

Butte-aux-Cailles

Elas são abastecidas por água morna, que vem de um lençol freático de 25 mil anos, chamado Albien. A história é interessante: em 1863, decidiram cavar um poço ali onde hoje é a Place Paul Verlaine. A intenção era aumentar a vazão do Bièvre, que já apresentava problemas, e cobrir as necessidades de água do bairro. Porém, com a guerra da França contra a Prússia, que atingiu Paris, e a Comuna, os trabalhos foram adiados. A obra só recomeçou em 1892 e terminou em 1904, mas logo ficou obsoleta, pois o Bièvre já estava quase totalmente coberto e as casas já tinham água encanada. Vinte anos depois, a água do poço, que é pura e sempre com 28 graus, passou a alimentar o complexo de piscinas recém-inaugurado.

Butte-aux-Cailles

4) Fonte – No final do século XX, decidem aprofundar ainda mais o poço. Ele, que tinha 582 metros de profundidade, passa a ter 610m. E uma fonte é construída: inaugurada em 2000, ela fornece água pura e gratuita aos moradores do bairro. Então, a qualquer hora do dia e até da noite em que você esteja ali, irá sempre encontrar alguém enchendo garrafas e garrafas. É o momento ideal, no passeio, de encher a sua garrafinha também.

Butte-aux-Cailles

5) “Les passages” – Em francês passage – quando não são aquelas galerias cobertas – significa beco ou viela. E a Butte-aux-Cailles está cheia deles. As casinhas geminadas, com jardim e/ou com muros de hera, os paralelepípedos e a pouca largura – que, muitas vezes, impossibilita a circulação de carros – fazem dessas vielas um verdadeiro oásis de paz em um bairro que já é tranquilo.

Butte-aux-Cailles
Passage Barrault

Fora que são cheias de Street Art, a quantidade é tão grande que se você for fotografar todas vai ficar mais de 10 minutos em cada viela. Passage du Moulin-des-Prés, Passage Boiton, Passage Barrault e Passage Sigaud são só algumas delas.

Butte-aux-Cailles
Passage Barrault

6) As ruas – Bom, as ruas eu recomendo todas que você conseguir visitar. Mas para citar as mais conhecidas, além da rue de la Butte-aux-Cailles, que mencionei lá em cima, tem a Rue de l’Espérance, a Rue des Cinq Diamants, a Rue Barrault, Rue du Moulinet, Rue du Moulin-des-Prés, todas com o charme de uma cidade de interior – em plena Paris – e, como não poderia deixar de ser, cheias de arte de rua.

Butte-aux-Cailles
Obra de SETH (duas crianças) na esquina da Rue de L’Espérance com a Rue de la Butte-aux-Cailles e a Place de la Commune-de-Paris

7) Place de la Commune-de-Paris – é o ponto mais alto do bairro, com 63 metros de altura. Um dos destaques é o muro com a Street Art, que é um dos mais bonitos da Butte. Também não dá para deixar de notar a presença de uma Fontaine Wallace.

Butte-aux-Cailles
Place de la Commune-de- Paris

Já falei de Richard Wallace aqui no texto do Parc de Bagatelle. Wallace era inglês e um rico filantropo. Na década de 1870, no final da Guerra com a Prússia e da Comuna de Paris, muitos aquedutos da cidade foram bombardeados. Para suprir o problema da falta de água e evitar que a população caísse no alcoolismo – já que as bebias alcoólicas eram muito mais baratas do que a água – ele mandou construir fontes por toda Paris. Hoje, ao todo são 108 e elas se tornaram um dos símbolos da cidade. A da Butte-aux-Cailles fica ali, bem no centro da praça.

Butte-aux-Cailles
A Fontaine Wallace na Place de la Commune-de-Paris

8) La Petite Alsace – Bom, não fiz essa lista nem em ordem de importância e nem de beleza, já que a Petite Alsace é uma das atrações mais bonitas do bairro. São cerca de 40 casas, geminadas, inauguradas em 1913, para abrigar operários. O nome Alsace (Alsácia) deve-se à arquitetura das residências, em estilo Alsaciano, com seus telhados pontudos.

Butte-aux-Cailles
A entrada da Petite Alsace, na Rue Daviel

Elas estão reunidas em torno de um pátio com flores e árvores, e parecem saídas de um sonho. Como é uma propriedade privada, não é possível entrar além da parte das caixas de correio. Mas, se como eu, você tiver a sorte de cruzar com um morador, pode ser que ele permita que você vá até o pátio, desde que não faça muito barulho. A entrada desse pequeno e charmoso lugar fica no número 10 da rue Daviel.

Butte-aux-Cailles
La Petite Alsace

Butte-aux-Cailles

9) Villa Daviel – Fica em frente à Petite Alsace. É uma pequena rua de paralelepípedos, margeada por pequenas casas com jardim na frente. É uma graça! A gente fica indecisa se quer morar ali ou na Petite Alsace.

Butte-aux-Cailles
Villa Daviel

Butte-aux-Cailles

No número 17 da Villa Daviel, o portão de uma casa abriga uma obra de Jef Aérosol com as palavras de Lou Reed. E, essa “modernidade”, por incrível que pareça, está em total harmonia com as outras residências.

Butte-aux-Cailles

Butte-aux-Cailles

10) Église Saint-Anne de la Butte-aux-Cailles – Até o começo do século XX, o bairro era praticamente um dos únicos de Paris sem uma igreja. Então, em 1912, fica pronta uma em estilo Neogótico e Neobizantino. É uma igreja simples – comparada com outras da cidade – , mas achei os altares muito bonitos. Uma parte dela está sendo restaurada atualmente.

Butte-aux-Cailles

Butte-aux-Cailles

11) Jardin Brassaï – Ele fica na “entrada” da Butte e foi aberto em 1977. Não é difícil encontrar sua longa escadaria, no Boulevard Auguste Blanqui, perto do metrô Corvisart. E periodicamente um artista é convidado a intervir nos degraus. Então, se você tiver a sorte de passar por ali antes que a chuva e os passantes “desbotem” a pintura, vai ver coisas lindas.

Butte-aux-Cailles

Subindo as escadas chega-se propriamente ao pequeno jardim, que tem alguns brinquedos para as crianças. E continuando pelo caminho, chega-se quase no coração da Butte. O desnivelamento do terreno é consequência das antigas minas de argila que havia ali.

Butte-aux-Cailles

Horários (fora escadaria): Horários: de 1º de outubro até a mudança para horário de inverno, das 8h às 19h30. Finais de semana, das 9h às 19h30. Do horário de inverno até final de fevereiro, das 8h às 17h45. Finais de semana, das 9h às 17h45. De 1º de março até o horário de verão, das 8h às 19h. Finais de semana, das 9h às 19h. Do horário de verão até 30 de abril e de 1º a 30 de setembro, das 8h às 20h30. Finais de semana, das 9h às 20h30. De 1º de maio a 31 de agosto, das 8h às 21h30. Finais de semana, das 9h às 21h30

Butte-aux-Cailles

12) Square Henri Rousselle – É pertinho da Place Paul Verlaine. É mais uma área com alguns brinquedos para a criançada se divertir e a gente descansar.

Butte-aux-Cailles

Horários: de 1º até 24 de outubro e de 1º a 26 de março, das 8h às 18h00. Finais de semana, das 9h às 18h00. De 25 de outubro até final de fevereiro, das 8h às 17h00. Finais de semana, das 9h às 17h00. De 27 de março até 30 de abril e de 1º a 30 de setembro, das 8h às 19h30. Finais de semana, das 9h às 19h30. De 1º de maio a 31 de agosto, das 8h às 20h30. Finais de semana, das 9h às 20h30.

Butte-aux-Cailles

13) Restaurantes e bares – Se a Butte-aux-Cailles é calma durante o dia, o mesmo não se pode dizer à noite. Amada pela juventude parisiense, a partir das 18h, seus inúmeros bares já ficam lotados. Os preços são ótimos, até mesmo para quem é estudante: uma cerveja chega a custar 3, 50 euros. Com tanta variedade, o difícil é escolher em qual ir. Mas, independente da escolha, chegue cedo ou ficará em pé na calçada.

Butte-aux-Cailles

O mesmo se pode dizer dos restaurantes: a Butte tem muitas opções, que vão desde comida francesa até a cozinha do Pays Basque. Para os amantes de chás, não dá para não notar o L’Oisive Thé. Além de ficar numa das esquinas da rue de La-Butte-aux-Cailles, a casa de chás abriga uma grande variedade de sabores para os amantes da bebida, mas também de lãs para os apaixonados por tricô. Também vale a pena provar as delícias das padarias do bairro, como da Legendre, que citei antes no texto.

Butte-aux-Cailles

Uma coisa que você não vai ver na Butte-aux-Cailles é supermercado, bancos e lojas de roupas e sapatos. Hotéis há alguns e pode ser interessante se hospedar ali pelo bairro, para sentir uma Paris diferente. Tem o Hôtel des Cinq Diamants, o TimHotel, o Hôtel Verlaine, só para citar alguns.

Butte-aux-Cailles

Enfim, poderia escrever mais ainda sobre a Butte-aux-Cailles de tanto que gosto do lugar. Se tiver um tempinho a mais em Paris, não deixe de se perder no labirinto de ruas do bairro, onde o espírito de vilarejo e a Street Art de uma cidade cosmopolita convivem em plena harmonia.

Butte-aux-Cailles
O Hippo de Philippe Baudelocque, na Passage Boiton

La Butte-aux-Cailles
75013 Paris
Metrô Covisart – linha 6

Butte-aux-Cailles
Marion, na Rue Bobillot

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Renata Rocha Inforzato

Sou de São Paulo, e moro em Paris desde 2010. Sou jornalista, formada pela Cásper Líbero. Aqui na França, me formei em História da Arte e Arqueologia na Université Paris X. Trabalho em todas essas áreas e também faço tradução, mas meu projeto mais importante é o Direto de Paris. Amo viajar, escrever, conhecer pessoas e ouvir histórias. Ah, e também sou louca por livros e animais.

Comentários (13)

  • Monica Toledo Responder    

    17 de dezembro de 2015 at 3:34

    Eu adorei esse lugar. É mesmo um belo passeio.

  • Destaques da Semana 69: Paris, Grand Canyon, Londres, Bergen e Roma | RBBV – Rede Brasileira de Blogueiros de Viagem Responder    

    22 de dezembro de 2015 at 23:58

    […] de Paris, por Renata Inforzato: Butte-aux-Cailles – Bairro com alma de vilarejo e Street Art. A Butte-aux-Cailles é um bairro ainda desconhecido pelos turistas, mas muito amado pelos […]

  • Bóia Responder    

    4 de janeiro de 2016 at 14:44

    Oi, Renata. Tudo bem? 🙂

    Seu post foi selecionado para o #linkódromo, do Viaje na Viagem.
    Dá uma olhada em http://www.viajenaviagem.com

    Até mais,
    Bóia – Natalie

  • Karen lemos Responder    

    22 de março de 2016 at 2:53

    Adorei o lugar e sua reportagem… Bem agradável.. Ambos… Vou me hospedar neste bairro por isso procurei…acho que será mais uma visita feliz a Paris

  • Nicole Plauto Responder    

    13 de agosto de 2016 at 21:09

    Rê, eu amo teu blog. Teus posts são sempre no ponto certo pra mim. Já até quero voltar em Paris pra conhecer a cidade sob outra perspectiva. 😉

    • Renata Rocha Inforzato Responder    

      15 de agosto de 2016 at 12:30

      Oi Nicole! Poxa isso vindo de você é um baita elogio. Quando você vier pra cá, vou te levar para ver ao vivo tudo o que escrevo aqui. Um beijão

  • Anita Responder    

    9 de janeiro de 2017 at 2:11

    Adorei!

  • Ana Albuquerque Responder    

    11 de abril de 2017 at 14:30

    Iríamos ficar hospedadas na 36 Avenue d’Italie mas, a senhora com quem acertamos a hospedagem nos sugeriu um apartamento na 29/31 Rue de l’Espérance – Butte-aux-Cailles. Fiquei apreensiva e busquei informações a respeito desse bairro. Amei o seu post e fiquei menos preocupada em relação à localização. Adorei e vou procurar ler mais posts seus. Tudo de bom!

    • Renata Rocha Inforzato Responder    

      15 de abril de 2017 at 23:25

      Oi Ana, espero que sua viagem seja maravilhosa. É um bairro mais calmo, mas eu gosto. Um beijo e obrigada pelo comentário

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