Uma coisa que acho muito legal aqui na Europa é como os rios, canais e lagos são inseridos no cotidiano das pessoas, como elementos de integração, oferecendo mais uma opção de lazer para quem vive ou visita uma cidade. Aqui em Paris, o Sena já era bem integrado à paisagem urbana, mas suas margens ainda eram tomadas pelos automóveis. Agora não mais, principalmente a margem esquerda.
O projeto “Berges de la Seine” (Margens do Sena) começou em 2010, com várias consultas públicas. Lembro que recebi um email com o dossiê para a imprensa falando sobre os pontos que seriam discutidos e na época já achei muito interessante. Porém, só quando ele sai do papel é que a gente realiza a grandeza da coisa.
A margem direita foi entregue no ano passado. Já passei por ela, mas ainda não fui fazer uma visita “detalhada”. A margem esquerda, a grande vedete do projeto, foi inaugurada em junho último. Eu já fui lá algumas vezes, mas nessa última visita pude “passar o pente fino jornalístico” e o resultado conto para vocês.
A ideia é devolver o Sena e suas margens à população, valorizando três aspectos: a natureza, a cultura e os esportes. E basta andar por essa “nova margem esquerda” para ver que os parisienses e turistas se apossaram e com prazer desse novo espaço.
São 2,3 quilômetros, entre a Pont Royal e a Pont de l’Alma, na área que compreende o Port (porto) de Solferino, perto do Museu D’Orsay; o Port des Invalides, perto dos Invalides; e o Port du Gros Caillou, perto do Museu do Quai Branly.
Uma margem para esportes
As margens do Sena são o lugar perfeito para se exercitar: belas, planas e de boa extensão. Por isso, vários equipamentos esportivos foram colocados à disposição de quem gosta de suar a camisa: áreas para alongamento, para exercitar os braços e pernas, para praticar esportes, etc. Até uma pista de corrida de 100 metros foi desenhada no solo. Diversas atividades físicas, como Yoga, Tai Chi Chuan e ginástica, são propostas durante o dia, para um público de todas as idades.
Um dos equipamentos esportivos instalados na margem esquerda do SenaA pista de 100 metros
Entre as pontes des Invalides e de l’Alma foi instalada uma rampa para skate, BMX, patins e patinete. Há horários de demonstração de um desses esportes e outros em que a frequência é livre. Ela fica ali até 15 de setembro.
A própria extensão da margem esquerda, 2,3km, já é um percurso e tanto. Por isso, os equipamentos esportivos estão espalhados nesse trajeto. E quem quiser pode reservar um treinador.
Ateliês e exposições à beira do Sena
Em Paris, praticamente qualquer cantinho pode abrigar uma atividade cultural. Essa é uma das coisas que mais amo nessa cidade. Então, imagina o que eles não fazem em um espaço do tamanho da margem esquerda?
Ateliê infantil sobre peixes
Ateliês, shows, performances artísticas, exposições e outras atividades culturais são previstas para acontecer ali na margem esquerda ao longo do ano. Não sei como será no inverno, mas estou curiosa para saber.
Porém, por enquanto, com o verão a todo o vapor, a lista de eventos é grande. Para abrigar o público em caso de shows e performances – ou admirar a paisagem na ausência destes – foi construída, na frente do museu D’Orsay, uma grande arquibancada com capacidade para 650 pessoas. Após uma visita ao museu, sentar ali em frente ao Sena e ver a vida passar é muito bom.
Os ateliês podem acontecer em vários lugares ao longo da margem: no espaço chamado YOU, que é um contêiner reutilizado, que pode servir também para descanso; ou em espaços livres perto do rio. Apesar de ser para todas as idades, a maioria deles é para as crianças.
O YOU é um espaço de relax, mas que também vai abrigar atividades culturais
Na ponte de la Concorde, uma coisa interessante: uma ducha sonora (Douche Sonore). Alto-falantes foram instalados embaixo da ponte, com a programação musical de duas estações de rádio. Qualquer pessoa também pode plugar seu aparelho via Bluetooth para escutar as próprias músicas.
Na pont de la Concorde a música não para
As margens do Sena vão acolher também exposições. Até 8 de setembro, a exposição Chants de Café exibe as fotos que Reza, artista e fotojornalista, tirou em vários países produtores de café, como, por exemplo, Brasil, Colômbia, Guatemala e Índia. São 80 fotos monumentais que mostram o cotidiano de pessoas ligadas à cultura do café. A exposição tem patrocínio da Nespresso e acontece também na margem direita. É interessante ver as fotos gigantes “interagindo” com as pessoas. Acesso: Quai des Tuileries (margem direita) e Quai Anatole France (margem esquerda).
Exposição Chants de Café, de Reza DeghatiA exposição se estende pela margem direita também
Devolvendo o verde às margens do Sena
Há vários espaços verdes entre os 2,3 km da margem esquerda do Sena. A maioria deles está na parte entre a Pont des Invalides e de l’Alma, na área perto do Port du Gros Caillou. A preocupação dos paisagistas que criaram esses espaços foi utilizar plantas que são próprias da região, para assim também atrair a fauna do local.
Para as crianças
Há várias atividades para as crianças, gratuitas, a maioria delas concentrada no Port de Solferino. Ali no começo da caminhada (para quem começa perto do Museu D’Orsay), há quatro tendas, chamadas aqui de Tipis. Elas podem ser reservadas às quartas, sábados e domingos, durante uma hora e meia, das 14h às 19h30. Cada uma delas cabe até 10 crianças, de 6 a 12 anos, e dois adultos. Há jogos à disposição no interior.
Ainda para os pequenos, um pouco depois, encontra-se uma lousa com 20m de comprimento e 3m de largura. O giz fica ali ao lado à disposição, todos os dias, das 11h às 19h durante a semana e das 10h às 20h nos finais de semana. Mas, pelo que vi ali, não foi só os pequenos que gostaram da novidade. Tinha muito adulto “rabiscando”.
Um playground mais esportivo foi instalado para as crianças entre 6 e 12 anos, perto da ponte des Invalides. Há um pequeno circuito de escalada para os “mais velhos” e três brinquedos para os menores.
Em várias partes da margem esquerda, há jogos desenhados no chão: labirinto, mapa-mundi, alfabeto, desenhos de animais. Dá para jogar com toda a família ali.
Também vários ateliês são reservados aos pequenos. No dia em que fui fazer essas fotos, estava acontecendo um ateliê para fazer Peixes de papel. Ao mesmo tempo em que eles faziam uma atividade manual, aprendiam um pouco sobre ecologia.
Restaurantes
Vários tipos de restaurantes, e quiosques pouco a pouco estão chegando à margem esquerda do Sena e até mesmo dentro dele. Há comida de rua, italiana, outros com menus mais sofisticados… A oferta é variada. Uma das inaugurações mais esperadas é o barco que vai abrigar uma filial do Rosa Bonheur, o famoso restaurante do parque Buttes-Chaumont. A ideia é recriar o espírito das guinguettes. Para quem não sabe, guinguettes eram lugares de diversão popular, com restaurante, música e baile, muito comuns na França no século XIX e começo do XX. Enquanto o barco da Rosa não fica pronto, o restaurante está ali na margem com o sugestivo nome “En Attendant Rosa” (esperando Rosa).
En Attendant Rosa
Mas quem não quiser comprar comida, pode levar seu próprio lanche e fazer um piquenique em qualquer parte da margem esquerda. Espaço é o que não falta.
Nos Ports de Solferino e des Invalides, há várias mesas com tabuleiros de jogos desenhados. Elas ficam perto de restaurantes, mas também podem ser usadas para os piqueniques e para jogar, é claro!
É difícil descrever tudo o que tem ali. É muita coisa, dá para encher dias e dias de passeios. Mas algumas coisas chamaram minha atenção e achei bem diferente, são elas
ZZZ – São contêineres, assim como o YOU (citado acima), revisitados, ou seja, que se transformaram em espaços para descanso, ler, jogar cartas ou para bater papo. São quatro e cada um deles tem um jardim íntimo, inspirado nas telas de pintores famosos: Monet, Picasso, Kadinsky e Seurat. Podem ser reservados gratuitamente às quartas, sábados e domingos, durante uma hora e meia. Cabe até oito pessoas, mas não se pode levar bebidas alcoólicas dentro. Também podem acolher exposições.
Caverne Mobile – Principalmente nesse calor, é um espaço “refrescante”. É uma “caverna” com rodas, onde a gente entra por baixo, embora tenha uma porta e eu, distraída que só, entrei por ela. Como a música que toca perto da ponte Concorde dá pra ouvir bem lá dentro, parece uma “boate ecológica” ou danceteria, como se chamava no meu tempo. Tem um pequeno jardim, que foi realizado de acordo com a ideia de natureza ideal, e bancos. Até 31 de outubro.
O interior da Caverne Mobile
Verger – Foi uma das partes de que mais gostei. É um pequeno pomar ali no meio do caminho: há macieiras, pessegueiros, além de culturas como abóbora, milho, tomate cereja. Claro que também tem muitas plantas, ervas e flores. Vai ser interessante ver como o Verger se desenvolve ao longo das estações. Entre as árvores, há bancos, onde se pode descansar como se estivéssemos no campo.
Ao lado do Verger, há o espaço Zen – uma plataforma de madeira de 142m2, onde podemos relaxar, mas também onde são dadas as aulas de Yoga, Pilates e Tai Chi. Chuan, entre outras.
Existe espaço mais zen do que este?
Jardin Flottant – Com mais de 1700 m2, é composto por cinco ilhas interligadas: Île aux Brumes, Île aux Oiseaux, Île Prairie, Île Verger e Île Central. Na verdade, são como pequenas plataformas flutuantes dentro do Sena. Há espaços para relaxar, como as espreguiçadeiras na Île aux Brumes, uma estrutura de cordas para sentar ou deitar, na Île Prairie, macieiras na Île Verger e até uma estufa na Île aux Oiseaux, para observar os pássaros no Sena, sem espantá-los. Entre as ilhas e as margens, há pequenas ilhotas com plantas aquáticas e até patos nadando entre elas.
Mikados – São estruturas de madeira presentes ao longo de todo o percurso, para sentar, deitar e relaxar. A madeira empregada é de florestas sustentáveis. Achei bem interessante.
E, para o caso de uma inundação, mesmo que seja pior que a de 1910, a margem foi preparada, pois todas as estruturas e equipamentos são desmontáveis.
Assim, com toda essa reforma, a margem esquerda do Sena, que já era um lugar gostoso para passear, tornou-se diversão para toda a família. Para quem está de passagem por Paris, vale a pena dar uma olhada entre uma atração e outra. Afinal, ela e também a margem direita foram classificadas como Patrimônio Mundial da Unesco em 1991. Nada mais merecido, pois a paisagem é deslumbrante.
Vista do Sena e da margem direita a partir do Jardin Flottant da margem esquerda
Informações:
Berges de la Seine
Port de Solferino – Metrô Assemblée Nationale, linha 12.
RER C – Musée d’Orsay
Port des Invalides – Metrô Invalides, linhas 8 e 13.
RERC – Invalides
Port du Gros Caillou – Metrô Alma Marceau, linha 9
RER C – Pont de l’Alma
Os horários das atrações são variados. No Site Oficial pode-se consultar todos eles, assim como a programação, outras opções de acesso e as reservas de coaching, Tipis e os ZZZZ
Sou de São Paulo, e moro em Paris desde 2010. Sou jornalista, formada pela Cásper Líbero. Aqui na França, me formei em História da Arte e Arqueologia na Université Paris X. Trabalho em todas essas áreas e também faço tradução, mas meu projeto mais importante é o Direto de Paris. Amo viajar, escrever, conhecer pessoas e ouvir histórias. Ah, e também sou louca por livros e animais.
Uau! Que projeto!!!! Isso é que é cidade evoluída! Cada vez amo mais Paris! Quem sabe um dia, daqui a muito muito tempo, não façam algo similar em SP. Certamente não estarei viva para conferir! Bela matéria, Renata! Obrigada por compartilhar!
Oi Renata. Como sempre, seus textos são excelentes! Dá uma perfeita idéia do que é a cidade e do que está acontecendo. E tb dá uma vontade louca para ir correndo pra Paris!! Vou colocar esse restaurante na minha lista!
Agora, vc imagina se o Rio tivesse uma administração decente, quanta coisa podia ser feita aqui!! Enfim… c’est la vie!
Parabéns e obrigada por compartilhar!
Oi Marilda. Pois é, as cidades brasileiras têm um potencial e tanto para aproveitar os espaços ao ar livre: além de belos, o clima é bom o ano todo. Mas falta vontade política e isso é triste. Bom, espero que você volte logo para cá e muito obrigada por sempre apoiar esse cantinho. Um beijão
Obrigada, Renata, por mais uma vez nos trazer tão bons texto e imagens, nos informando sobre Paris. Exemplar esse aproveitamento das margens do Sena. Que população agraciada! Não vejo a hora de rever Paris e aproveitar um pouco disso também. Beijos
Renatinha,
Sempre nos brindando com seus textos e histórias fresquinhas de Paris.
Já tenho uma lista infindável de coisas a fazer e serem vistas aí, e agora, vai mais uma! 🙂
Paris é inesgotável !!!
Teria que ter mil vidas para vivenciar tudo que a cidade oferece.
Oi Lilian. Acredite, nem morando aqui a gente conhece tudo. A cada vez que vejo uma atração nova ou um lugar que ainda não conheço, me dá um desespero de querer ir, ver, fotografar e escrever. Mas haja tempo para tudo! O importante é que você venha e aproveite cada viagem sua, e volte mais leve. Um beijão e obrigadão
Pronto, ja tenho meu motivo pra voltar à Paris (como se precisasse, né!), correr às margens do Sena – vergonha, ja corri na Eslovênia, mas nunca corri em Paris.
Acho muito interessante a forma como as cidades europeias integram os rios, lagos e mar à sua paisagem, e so me dei conta disso quando um suiço me perguntou: mas por que construiram Belo Horizonte onde é, se não tem rio navegavel? As estradas de outrora eram sobre as aguas, por isso toda cidade europeia é colada a um grande curso d’agua, e essa é uma bela forma de manter em mente a interação do homem com a natureza.
Oi Nat. Pois é, no Brasil, mesmo em cidades que foram povoadas por causa de rios, como São Paulo, não há essa mentalidade de aliar o rio à paisagem urbana. Em São Paulo, até pouco tempo atrás, evitar enchente e canalizar era tampar rios e córregos. E aí, o que acontece? Mais enchentes. Imagine o que poderiam fazer de bom com o Tietê e o Pinheiros? Agora até que estão acordando, mas espero que não seja tarde. Bom, venha correr aqui no Sena, vou com você. Um beijão e obrigada
post completíssimo! demais, Re. Tbem acho muito bacana como o Rio Tamisa faz parte de Londres, é um elemento vivo e essencial da cidade. Podemos caminhar em suas margens em vários pontos, principalmente no lado sul, e em certos locais há tbem uma concentracao de atividades. Mas esse projeto do Sena tá bem completo, gostei!!
Oi Helô. Pois é, é muito legal ver como eles aproveitam o rio e suas margens. Ainda não conheço Londres e morro de vontade de conhecer o Tâmisa. Acho que se esse projeto do Sena tiver sucesso, a tendência é que se repita em outras cidades europeias. Um beijão e obrigada, sempre.
Olá Renata,
Não conhecia seu blog. Parabéns!
Esta reportagem ficou ótima e tive que compartilhar em minhas redes sociais.
Paris sempre dando exemplos de cidadania e aproveitamento do seu rio urbano (Sena) de maneira sustentável. Amei! Abs, Marissol
Não tinha lido esse seu texto ainda Renata, adorei!!! Você escreve de uma forma muito gostosa, nos convida a entrar na história e sonhar, parabéns! Não vejo a hora de você terminar o seu novo texto (Père), estou curiosíssima!!!! bjss
Oi Gi, obrigadão!!!!! Gosto que as pessoas sintam como se estivessem no lugar. Sei que não é sempre que consigo, mas vamos tentando. Obrigadão pelo comentário. O do Père logo vai sair. beijão
Gostei do jeito que escreveu, especialmente este post que ficou muito interessante!
Fizemos uma viagem à Cidade Luz. A série se chama Paris Além do Óbvio e tem dicas e curiosidades de uma Paris que poucos conhecem, só quem está morando por lá!
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Oi Renata!! ótimas informações nesse seu site. Adorei.
Estou fazendo meu tcc em Arquitetura e este projeto é um dos meus referenciais. Vai me ajudar muito suas informações =)
[…] Rosa Bonheur já contava com duas unidades em Paris: uma no Parc des Buttes-Chaumont e outra nas Margens do Sena. E, desde metade de junho, uma terceira foi aberta, às portas da capital, na cidade de […]
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Comentários (33)
Marise
6 de agosto de 2013 at 15:09Renata, como sempre seus textos são um SHOW!!!!
Anita
6 de agosto de 2013 at 17:47O s textos são show, sempre! Dá vontade de embarcar correndo!
Na próxima vamos a Rosa Bonheur, vc é minha convidada!
Bjao
Renata Inforzato
6 de agosto de 2013 at 18:03Oi Anita! Não convida, olha que vou ficar te enchendo pra vc vir logo 🙂 Obrigada mais uma vez pela visita e por sempre comentar. Um beijão!!!
Renata Inforzato
6 de agosto de 2013 at 17:58Marise, querida, obrigada. Um beijão
Elaine Braga
6 de agosto de 2013 at 17:45Uau! Que projeto!!!! Isso é que é cidade evoluída! Cada vez amo mais Paris! Quem sabe um dia, daqui a muito muito tempo, não façam algo similar em SP. Certamente não estarei viva para conferir! Bela matéria, Renata! Obrigada por compartilhar!
Renata Inforzato
6 de agosto de 2013 at 18:01Oi Elaine, também espero que um dia façam isso em SP. Capacidade para isso eles têm, basta querer. Um beijão e obrigada pelo comentário
Marilda
6 de agosto de 2013 at 21:22Oi Renata. Como sempre, seus textos são excelentes! Dá uma perfeita idéia do que é a cidade e do que está acontecendo. E tb dá uma vontade louca para ir correndo pra Paris!! Vou colocar esse restaurante na minha lista!
Agora, vc imagina se o Rio tivesse uma administração decente, quanta coisa podia ser feita aqui!! Enfim… c’est la vie!
Parabéns e obrigada por compartilhar!
Renata Inforzato
6 de agosto de 2013 at 22:16Oi Marilda. Pois é, as cidades brasileiras têm um potencial e tanto para aproveitar os espaços ao ar livre: além de belos, o clima é bom o ano todo. Mas falta vontade política e isso é triste. Bom, espero que você volte logo para cá e muito obrigada por sempre apoiar esse cantinho. Um beijão
Eme Oliver
7 de agosto de 2013 at 12:09Obrigada, Renata, por mais uma vez nos trazer tão bons texto e imagens, nos informando sobre Paris. Exemplar esse aproveitamento das margens do Sena. Que população agraciada! Não vejo a hora de rever Paris e aproveitar um pouco disso também. Beijos
Renata Inforzato
7 de agosto de 2013 at 12:27Oi Eme, e eu espero que você volte logo para ver tudo isso de perto! Um beijão e obrigada pela visita.
Lílian Veiga
7 de agosto de 2013 at 13:08Renatinha,
Sempre nos brindando com seus textos e histórias fresquinhas de Paris.
Já tenho uma lista infindável de coisas a fazer e serem vistas aí, e agora, vai mais uma! 🙂
Paris é inesgotável !!!
Teria que ter mil vidas para vivenciar tudo que a cidade oferece.
Obrigada e beijos meus.
Renata Inforzato
8 de agosto de 2013 at 18:37Oi Lilian. Acredite, nem morando aqui a gente conhece tudo. A cada vez que vejo uma atração nova ou um lugar que ainda não conheço, me dá um desespero de querer ir, ver, fotografar e escrever. Mas haja tempo para tudo! O importante é que você venha e aproveite cada viagem sua, e volte mais leve. Um beijão e obrigadão
Natalia Itabayana
7 de agosto de 2013 at 13:34Pronto, ja tenho meu motivo pra voltar à Paris (como se precisasse, né!), correr às margens do Sena – vergonha, ja corri na Eslovênia, mas nunca corri em Paris.
Acho muito interessante a forma como as cidades europeias integram os rios, lagos e mar à sua paisagem, e so me dei conta disso quando um suiço me perguntou: mas por que construiram Belo Horizonte onde é, se não tem rio navegavel? As estradas de outrora eram sobre as aguas, por isso toda cidade europeia é colada a um grande curso d’agua, e essa é uma bela forma de manter em mente a interação do homem com a natureza.
Renata Inforzato
8 de agosto de 2013 at 18:35Oi Nat. Pois é, no Brasil, mesmo em cidades que foram povoadas por causa de rios, como São Paulo, não há essa mentalidade de aliar o rio à paisagem urbana. Em São Paulo, até pouco tempo atrás, evitar enchente e canalizar era tampar rios e córregos. E aí, o que acontece? Mais enchentes. Imagine o que poderiam fazer de bom com o Tietê e o Pinheiros? Agora até que estão acordando, mas espero que não seja tarde. Bom, venha correr aqui no Sena, vou com você. Um beijão e obrigada
Heloisa Righetto (@HeloRighetto)
7 de agosto de 2013 at 16:19post completíssimo! demais, Re. Tbem acho muito bacana como o Rio Tamisa faz parte de Londres, é um elemento vivo e essencial da cidade. Podemos caminhar em suas margens em vários pontos, principalmente no lado sul, e em certos locais há tbem uma concentracao de atividades. Mas esse projeto do Sena tá bem completo, gostei!!
Renata Inforzato
8 de agosto de 2013 at 18:32Oi Helô. Pois é, é muito legal ver como eles aproveitam o rio e suas margens. Ainda não conheço Londres e morro de vontade de conhecer o Tâmisa. Acho que se esse projeto do Sena tiver sucesso, a tendência é que se repita em outras cidades europeias. Um beijão e obrigada, sempre.
Marissol Pedrosa
7 de agosto de 2013 at 18:38Olá Renata,
Não conhecia seu blog. Parabéns!
Esta reportagem ficou ótima e tive que compartilhar em minhas redes sociais.
Paris sempre dando exemplos de cidadania e aproveitamento do seu rio urbano (Sena) de maneira sustentável. Amei! Abs, Marissol
Renata Inforzato
8 de agosto de 2013 at 18:29Oi Marissol, seja bem-vinda e obrigada pela visita e por compartilhar. Um abração
Beta
27 de agosto de 2013 at 21:42Que post delicioso… Dá vontade de ir agora!
Renata Inforzato
6 de setembro de 2013 at 19:14Vem, Beta 🙂 Um beijão e obrigada pela visita
Gislaine
30 de agosto de 2013 at 19:11Não tinha lido esse seu texto ainda Renata, adorei!!! Você escreve de uma forma muito gostosa, nos convida a entrar na história e sonhar, parabéns! Não vejo a hora de você terminar o seu novo texto (Père), estou curiosíssima!!!! bjss
Renata Inforzato
6 de setembro de 2013 at 18:59Oi Gi, obrigadão!!!!! Gosto que as pessoas sintam como se estivessem no lugar. Sei que não é sempre que consigo, mas vamos tentando. Obrigadão pelo comentário. O do Père logo vai sair. beijão
Dan - Muita Viagem
18 de setembro de 2013 at 20:07Gostei do jeito que escreveu, especialmente este post que ficou muito interessante!
Fizemos uma viagem à Cidade Luz. A série se chama Paris Além do Óbvio e tem dicas e curiosidades de uma Paris que poucos conhecem, só quem está morando por lá!
Renata Inforzato
20 de setembro de 2013 at 18:49Oi Dan, Obrigada! Espero que você volte logo para a Cidade Luz! Um abraço
Sandra Valéria Martins Moreno
27 de janeiro de 2014 at 18:17Adorei o que escreveu … Realmente entramos no texto e viajamos com você . Não conheço Paris . Por en
Renata Inforzato
28 de janeiro de 2014 at 21:51Oi Sandra, obrigada e espero que venha conhecer um dia. Um abração
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Caroline
23 de agosto de 2017 at 20:21Oi Renata!! ótimas informações nesse seu site. Adorei.
Estou fazendo meu tcc em Arquitetura e este projeto é um dos meus referenciais. Vai me ajudar muito suas informações =)
Renata Rocha Inforzato
2 de setembro de 2017 at 21:51Oi Caroline, obrigada e boa sorte com o TCC.. Um abraço
Direto de Paris - Jornalismo em Paris
27 de agosto de 2019 at 13:04[…] Rosa Bonheur já contava com duas unidades em Paris: uma no Parc des Buttes-Chaumont e outra nas Margens do Sena. E, desde metade de junho, uma terceira foi aberta, às portas da capital, na cidade de […]