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Retrospectiva 2016 Direto de Paris

7 de janeiro de 2017

Agora que 2016 se foi, é hora de fazer a retrospectiva sobre tudo o que aconteceu no blog. Foi um ano de algumas mudanças e viagens, que vou mostrar tudo – ou quase tudo – aqui neste post.

Retrospectiva
Château de Cheverny, no Vale do Loire

Para mim foi um ano de desafios, principalmente no plano profissional. Deixei para trás alguns trabalhos que nada tinham a ver com minha área de formação e foquei no que realmente queria fazer: trabalhar exclusivamente no blog. Afinal, desde os tempos da faculdade de jornalismo, sonho em trabalhar 100% em um veículo de comunicação próprio, e posso dizer que em 2016 realizei 90% desse objetivo.

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Natal em Pernes Les Fontaines, na Provence

As mudanças neste sentido começaram logo no início do ano: finalmente, criei coragem e mudei o layout do Direto de Paris. Como sou um zero à esquerda nesta parte técnica, contratei uma amiga, a Stephanie Gargantini. Ela não somente fez um ótimo trabalho, como vocês podem ver aqui no visual do blog, como também resolveu e resolve vários pepinos para mim, muita coisa que deveria ser obrigação minha saber. Então, para quem tem um site/blog recomendo a Stephanie de olhos fechados.

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Aups, também na Provence

Também desenvolvi e aprimorei novos serviços aqui no Direto de Paris, como a consultoria e venda de cursos de francês. Foi neste ano que recebi os meus primeiros clientes, que compraram os cursos comigo e agora estudam na Cidade Luz. Foi muito legal, depois de todo o processo de consultoria, encontrá-los aqui para tomar um café ou vinho com eles e conversar sem preocupação, vendo a alegria deles em estarem realizando um sonho. Se você quiser saber mais, veja este texto sobre os cursos de francês que vendo.

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Alexandre, a namorada Bia e eu. Ele comprou um curso de francês e agora vive em Paris

Agora vamos às viagens. Comecei 2016, literalmente, viajando. É que embarquei para o Brasil na noite de 31 de dezembro de 2015, após quatro anos sem ver minha família. Então, vocês imaginam minha emoção e ansiedade. Para terem uma ideia, assisti ao filme La Famille Bélier no avião –aliás, filme mais do que recomendado – e chorei como um bebê. E não sou de chorar em filme.

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Minha mãe e eu

Ao voltar do Brasil, em meados de fevereiro, estava meio triste. Eu amo Paris, vim para cá sozinha e por livre e espontânea vontade e não moraria em outro lugar. Mas, a despedida da família nem sempre é fácil, principalmente quando você volta sozinha. Então, uma das primeiras coisas que fiz ao chegar em Paris foi comprar passagem para o mês seguinte, final de março, para rever uma das regiões que mais adoro aqui na França: o Vale do Loire.

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Blois, no Vale do Loire

A cidade escolhida foi Blois, onde passei cinco dias. Visitei a cidade, o castelo e outras atrações. Aproveite também para visitar os castelos mais próximos, como Chambord e Cheverny. Uma coisa bem legal dessa viagem é que pude ver os bastidores do espetáculo de Som e Luz do castelo de Blois, com direito à visita às partes fechadas ao público até às duas da manhã. Eles também pediram para avaliar a tradução do espetáculo em português no audioguia, que, por sinal, esta muito bem-feita.

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Château de Chambord, no Vale do Loire

Em junho, outra viagem, ainda para o Vale do Loire. Desta vez fui para Amboise. Revi o Château de Amboise, onde fiz a visita dos subterrâneos. Visitei outros dois castelos da cidade: revi o Clos Lucé, onde participei de um almoço de inauguração dos ateliês de Leonardo da Vinci. O grande artista, no final da vida, foi convidado pelo rei François I para viver na França. O monarca cedeu o Clos Lucé para Leonardo morar, inclusive foi lá que ele morreu. As salas onde ficavam os ateliês do artista estavam sendo restauradas há anos e foram reabertas em junho de 2016.

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Amboise, no Vale do Loire
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O parque do château de Clos Lucé, onde ficam réplicas das invenções de Leonardo da Vinci

Outro castelo que visitei em Amboise foi o Château Gaillard, reaberto poucos dias antes, depois de quatro anos e meio de restauração. Datado do final da Idade Média/começo do Renascimento, foi neste local que viveu Dom Pacello, italiano, responsável pela chegada dos jardins renascentistas à França. Visitei a propriedade acompanhada por Marc Lelandais, o dono do castelo.

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Château Gaillard, no Vale do Loire

A minha viagem seguinte foi em julho, para a região da Provence. Depois de seis anos em solo francês, era hora de conhecer os campos de lavandas. A cidade em que me hospedei foi Sault, conhecida como capital da lavanda. É um dos vilarejos mais belos da França, no alto de uma montanha, onde o tempo parece mais suave e devagar. Visitei vários campos de lavandas e até participei de um ateliê para a fabricação de óleo essencial da planta.

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Sault, na Provence

Nesta viagem, também tive o prazer de conhecer Carpentras, experiência que conto neste texto sobre a cidade. E também passei alguns dias em Avignon, bem na época do festival de teatro. Outra experiência bem legal.

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Em setembro foi a vez de viajar para uma região pouco conhecida até mesmo pelos franceses: o Limousin. Passei cinco dias em Limoges, a terra da porcelana. Visitei, inclusive, vários locais onde puder ver como objetos de porcelana e cerâmica são feitos. Foi bem legal!

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Gare de Bénédictins, em Limoges. Uma das mais bonitas do mundo

Ali perto, fui conhecer uma das cidades mais tristes que ja vi. É Oradour-sur-Glane, onde, em 10 de junho de 1944, nada menos do que 642 pessoas morreram nas mãos dos nazistas. O vilarejo foi incendiado e hoje é uma cidade-mártir, isto é, ela não foi reconstruída e as coisas estão exatamente como os alemães deixaram. O local abriga, ainda, um memorial, com as informações sobre o massacre, e um cemitério, onde estão enterradas as vítimas. Um passeio muito triste, mas que vale a pena, pois aprendemos e refletimos muito sobre a guerra e a natureza humana.

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Oradour-sur-Glane, no Limousin

Depois, em novembro, foi a vez de conhecer Berlim. Fui para lá para participar do EEBB – Encontro Europeu de Blogueiros Brasileiros. Nesta terceira edição, pude rever vários amigos e conhecer gente nova, todos autores de blogs. E trocamos muitas dicas e experiências. Depois, nos dias livres, pude explorar um pouco a capital alemã. Mas sei que tenho que voltar.

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Berlim

E a última viagem do ano foi, de novo, para a Provence. Fui convidada para ir para o departamento do Var, mais precisamente para o vilarejo de Lorgues. Tenho uma amiga lá, a Ro Provence, que há anos ajuda os brasileiros a descobrir a região (em breve vou escrever sobre isso) e fui ver de perto os serviços que ela oferece.

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Lorgues, na Provence

Foram dias muito legais, onde pude conhecer belos vilarejos, tais como Aups e Tourtour, que são de tirar o fôlego de tanta beleza. Também tive um gostinho do Lac de Sainte-Croix. Tudo isto só para me fazer ter a certeza de que tenho que voltar ali na primavera/verão.

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Tourtour, Provence

De Lorgues voltei para Avignon, onde vi como a cidade fica na época de Natal, sem a loucura do festival. Mas, o principal destino desta parte da viagem era Carpentras. Após ter ido lá em julho – como contei acima – o escritório de turismo nos convidou, a mim e à Natalia do Destino Provence, para conhecermos os Noëls Insolites, uma série de espetáculos e eventos para celebrar o natal de forma diferente. Fiquei encantada e escrevi sobre ele neste post.

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Espetáculo de rua no Noëls Insolites, em Carpentras

Também pudemos conhecer vários belos vilarejos, como Saint-Didier, onde vimos a fabricação do nougat (torrone), e Pernes les Fontaines, conhecida, como o nome diz, pelo número de fontes. Também participei de um marché de trufas, em Carpentras, e de um ateliê de cozinha com pratos também à base de trufa, realizado em Vacqueyras, um vilarejo conhecido por seus vinhos.

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Saint-Didier, Provence

Aos poucos, estou colocando todas estas viagens aqui no blog. Além delas, o ano foi rico em vários bate-voltas. Vou mencionar só alguns deles, senão fica muita coisa. Em abril, fui para Giverny. Já tinha ido outras vezes para lá, mas desta vez explorei bem o vilarejo, visitei galerias de arte, além de rever os Jardins de Monet.

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Giverny, na Normandia

Outro passeio que fiz foi para as Médiévales de Provins, em junho. Esta já é tradicional aqui no blog, pois escrevo sobre a festa todos os anos, desde 2012. E não me canso de ir para lá. E as atrações, principalmente musicais, do evento mudam a cada ano.

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Um dos shows das Médiévales de Provins

Em agosto, pude conhecer, mesmo que por poucas horas, o Mont Saint-Michel. Foi um convite da Paris City Vision e escrevi sobre a experiência neste texto sobre o passeio. Ao contrário do que eu pensava, não foi um bate-volta cansativo e deu para aproveitar bem o lugar.

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Mont Saint-Michel, Normandia

Ainda em agosto, fui conferir o espetáculo Heroïques, em Meaux, na região parisiense. Ele é feito por voluntários e conta a história da cidade. Aproveitei para ver como é a fabricação do famoso queijo Brie de Meaux e da cerveja local. Aqui no blog, você já pode ler sobre o show. Sobre a cidade, vou escrever em breve.

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Catedral de Meaux, nos arredores de Paris

Enfim, escrevendo este texto, percebi que não dá para eu reclamar de 2016. Claro que não foi um ano fácil, pois, trabalhando com o Brasil, a crise também me pega de jeito. Fora que ser mulher independente em um país estrangeiro não é fácil. Sei que bato muito nesta tecla, mas é inevitável parar para pensar e ver quantos avanços consegui fazer.

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Lac de Sainte-Croix, Provence

Espero que 2017 traga boas surpresas por aqui e que a evolução do blog – e da minha vida também – continue. Aproveito para agradecer a todos que me acompanham, que comentam aqui no Direto de Paris, que compram os serviços para me ajudar, que curtem e compartilham as redes sociais do blog: meu muitissimo obrigada! Que em 2017 continuemos juntos e que vocês possam realizar todos os seus sonhos, em todas as áreas. Aqui na França, no mês de janeiro todo desejamos feliz ano novo. Então ai vai: Bonne Année à tous!

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Renata Rocha Inforzato

Sou de São Paulo, e moro em Paris desde 2010. Sou jornalista, formada pela Cásper Líbero. Aqui na França, me formei em História da Arte e Arqueologia na Université Paris X. Trabalho em todas essas áreas e também faço tradução, mas meu projeto mais importante é o Direto de Paris. Amo viajar, escrever, conhecer pessoas e ouvir histórias. Ah, e também sou louca por livros e animais.

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