Atrações

O interior do Palais-Royal e suas três instituições

3 de junho de 2019

Na semana passada, publiquei aqui uma matéria sobre a história e o jardim do Palais-Royal. Vamos prosseguir nossa visita conhecendo as três instituições e as salas onde elas ficam. Para quem gosta de arquitetura e história, é um passeio imperdível.

Palais-Royal

O Palais-Royal abriga três órgãos do governo francês: o Ministère de la Culture, o Conseil d’État e o Conseil Constitutionnel. Cada um deles ocupa uma parte do palácio e os cômodos foram reformados de acordo com a necessidade das novas atribuições. Mas muitos desses cômodos guardam muita coisa da decoração original e todos têm várias obras-de-arte, seja em quadros, esculturas, tapeçarias, objetos de decoração e móveis.

Palais-Royal

Ministère de la Culture

Acho que nem é preciso apresentar esse ministério, né? Ele foi criado em 1959 pelo presidente Charles de Gaulle, uma das figuras mais importantes da História da França. O ministério ocupa a ala Valois. Mas como precisava de mais espaço, ele fica também no imóvel chamado Bons-Enfants, construído ali perto em 1995.

Grand-Salon

1) Antichambre (Antecâmara) – A decoração desta sala de espera foi concebida em 1985 por Pierre Alechinsky. Vemos fragmentos de paisagens e arabescos delimitados por molduras. Uma tapeçaria da Manufacture da Savonnerie foi realizada de acordo com os desenhos de Pierre Alechinsky. Os móveis são reedições de modelos concebidos em 1928 por artistas como Le Corbusier.

Palais-Royal

2) Salon Jerôme (Salão Jerôme) – Este salão era o quarto de aparato do duque e da duquesa de Orléans, realizado pelo arquiteto Pierre Fontaine em 1820 (o mesmo que construiu a Chapelle Expiatoire ). Em 1852, o cômodo foi destinado a Jerôme Bonaparte, irmão mais novo de Napoleão, o que fez com que a decoração fosse poupada.

Salle Jerôme

Vemos o símbolo NJ e a água imperial, esta última símbolo da família de Napoleão, realizados por Charles Séchan e Jules Dieterle. Jerôme, que era rei em Westphalie, que hoje faz parte da Alemanha, é retratado em duas telas realizadas por François Kinson e em um busto de mármore. Vemos ainda bustos antigos e móveis do começo do século XIX.

Palais-Royal

3) Bureau du directeur du cabinet (Escritório do Diretor do Gabinete) – Esta sala também foi construída por volta de 1820, para a família de Orléans. Hoje ela é ocupada ou pelo próprio ministro ou por seu diretor de gabinete. A decoração é composta por esfinges, cisnes, cornucópias (vaso em forma de chifre) da abundância, entre outras coisas.

Palais-Royal

4) Bureau du Ministre (Escritório do Ministro) – Este salão foi criado por Fontaine e a decoração é atribuída a ele também. Há vários elementos do século XVIII. Há cinco painéis em baixo relevo. O que fica em cima da abertura central representa a deusa Diana. Os outros quatro mostram, da esquerda para a direita: a Prudência, a Força, a Vigilância e o Conhecimento. Há móveis da época de Louis XVI, mas também do século XX.

Escritório do Ministro da Cultura, Paris

5) Grand Salon (Grande Salão) – Era o salão de recepção do apartamento de Marie-Amélie, esposa do rei Louis-Philippe, duque de Orléans, no começo do século XIX. Depois de várias ocupações que mudam sua aparência, ele é restaurado em 1989, tendo como modelo uma gravura de Fontaine. Como decoração, há volumosas guirlandas de flores na cornija, que são atribuídas ao arquiteto Pierre Contant d’Ivry e realizadas no século XVIII. Os candelabros e o pêndulo de bronze são do começo do século XIX, assim como os três lustres com cristal da Boêmia.

Palais-Royal

Conseil d’État (Conselho de Estado)

A segunda instituição que ocupa o Palais-Royal é o Conseil d’État. Criado em 1799, ele tem duas funções: é o conselheiro jurídico do governo e também decide sobre os litígios da administração e administrados, além de vigiar a execução das decisões da Justiça Administrativa e o orçamento dos tribunais administrativos da França.

Palais-Royal

Ele é organizado em seis seções: uma seção do Contentieux (Litígios), quatro seções administrativas (Interior, Finanças, Trabalhos Públicos, Social), e uma seção de Rapport (Parecer) e de Estudo. O Conselho foi instalado no Palais-Royal em 1875. Os trabalhos para a adaptação das salas foram realizados por Wilbrod Chabrol. Vários cômodos ainda apresentam seu aspecto anterior.

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1) Grand Escalier d’Honneur (Escadaria) – Foi realizada por Pierre Contant d’Ivry em 1765. Destaque para a pintura em trompe l’oeil das traves cegas realizadas por Pierre Antoine Demachy. Elas são decoradas por estátuas em pé, obra de Hugues Taraval. Já no patamar, acima das três grandes portas há decorações por Philippe Caffieri. Acima da porta central, estão anjos com as armas da família de Orléans. Nas portas laterais, putti apoiados nos vasos.

Palais-Royal

2) Salle des Pas Perdus (espécie de um grande hall) – Entre as obras de arte desta sala, uma curiosidade: o quadro Napoléon visitant le Palais-Royal, de Merry Joseph Blondel, tem relação com a história do lugar. A obra conta a visita de Napoleão I, em 19 de agosto de 1807, para determinar a nova atribuição do palácio. Nas paredes há uma alegoria de Atenas, cujo rosto dizem ser o retrato da rainha Anne d’Autriche, mãe de Louis XIV. Já a grande tapeçaria é da Manufacture des Gobelins, do século XVII e retrata a história de Moisés. Ela foi baseada em uma obra de Nicolas Poussin, um dos maiores pintores da época.

Palais-Royal

Quadro Napoleão I

3) Salle du Contentieux (Sala dos Litígios) – É uma das salas de assembléia construídas por Chabrol em 1875, ou seja, nela o público é admitido. Os ângulos do teto são decorados com os atributos do Direito e da Força, como, por exemplo, tábuas da lei, troféus e bastões de comando. Eles foram realizados por Adolphe Thabard, que também fez a chaminé. Acima dessa chaminé, uma Alegoria do Direito, obra de Benjamin Ulmann. Na parede oposta à janela, uma grande tela de Albert Girard mostra o Palais D’Orsay, incendiado em 1870, e que foi a sede do Conseil d’État de 1840 a 1870.

Palais-Royal

Palais-Royal

4) Salon des Trophées ou Salle René-Cassin (Salão dos Troféus) – Esta sala leva o nome de René Cassin, que foi um jurista e também Vice-Presidente do Conseil d’État de 1944 a 1960. Ele é um dos responsáveis pela Declaração Universal dos Direitos do Homem, de 10 de dezembro de 1948, e recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1968. Em várias partes da sala, baixos relevos representam troféus de armas antigos. Eles são da época dos trabalhos do arquiteto Fontaine. Uma tela monumental de Auguste Couder, de 1856, mostra a instalação do Conseil d’État no Palais du Luxembourg, em 1799. Ela foi determinada por Napoleão I, que é retratado na obra.

Palais-Royal

5) Salle de la Section des Finances (Sala da Seção de Finanças) – A decoração do teto e dos batentes das portas em estilo Rocaille é atribuída a Contant d’Ivry, final do século XVIII, e foi restaurada em 1990. A parte central é decorada por dragões e vasos de camafeu, onde vemos as armas da família de Orléans. Já os bastões dos cantos do teto foram acrescentados mais tarde, a pedido do rei Jerôme.

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6) Salle du Tribunal des Conflits (Sala do Tribunal de Conflitos) – Era a sala de jantar da duquesa de Orléans, arrumada por Contant d’Ivry. Aqui grande parte da decoração e a disposição originais foram conservadas. Nos medalhões em degradé, sob os arcos, putti evocam as quatro estações e alegorias dos Quatro Elementos. Eles foram realizados por Pierre Antoine Demachy, na segunda metade do século XVIII. No teto, um trompe l’oeil mostrando uma balaustrada é obra de Jules Dieterle e data de 1852, época da instalação do rei Jerôme no Palácio. Acima da chaminé está uma obra “mais recente”, de 1901: a Alegoria do Direito ou da Justiça, de Henri Léopold Lévy.

Salle du Tribunal des Conflits

7) Bureau du Vice-Président (Escritório do Vice-Presidente) – Grande parte do mobiliário desta sala fazia parte do Palais des Tuileries, destruído em 1870. Uma curiosidade: aqui não tem sala do Presidente, pois o título de Président du Conseil d’État é honorífico e exercido pelo Primeiro-Ministro.

Palais-Royal

8) Salle de la Section Sociale (Sala da Seção Social) – Esta sala e a seguinte resultam do fechamento, realizado em 1875, do antigo Salon des Batailles (Salão das Batalhas), concebido por Fontaine. Em cima da chaminé de mármore verde, está um busto do barão Jean-Baptiste Maximilien, Conselheiro de Estado. A escultura é de 1875 e é obra de Adolphe Thabard. Vemos, também, na sala, um retrato do barão Amédée Girod de l’Ain, que foi Vice-Presidente do Conseil d’État de 1839 até 1847. O quadro foi realizado por Jacques-François Lematte, em 1876.

Palais-Royal

Busto de Jean-Baptiste Maximilien

9) Salle de la Section des Travaux Publics (Sala da Seção de Trabalhos Públicos) – Em cima da chaminé, desta vez em mármore branco, está um busto de Alexis Baptiste Victor Legrand, Presidente da Section de Travaux Publics de 1847 a 1848, realizado por Louis Petitot. Em frente, há um retrato de Alexandre Vivien, Vice-Presidente do Conseil d’État de 1849-1851.

Palais-Royal

Palais-Royal

10) Salon des Colonnes (Salão das Colunas) – A pinturas murais desta sala são mais recentes: foram realizadas entre 1920-1924. Ela foram executadas por Jean-Francis Auburtin e tratam de temas pastorais. O cômodo foi restaurado em 1998.

Salon des Colonnes

Palais-Royal

11) Salle de la Section de l’Intérieur (Sala da Seção do Interior) – Esta foi a sala do trono do rei Louis-Philippe durante os 14 meses em que residiu como monarca no Palais-Royal, entre 1830 e 1831. Depois foi usado pelo príncipe Napoleão (filho do rei Jerôme) e sua esposa, Marie-Clotilde de Savoie. A chaminé de mármore branco é o único item desta época. Em cima dela, um busto do Conde Bigot de Préameneu, um dos redatores do Código Civil. A obra é de Adolphe Thabard. Vemos também o retrato de Jean-Jacques Régis, outro redator do Código, e uma tapeçaria do século XVII.

Palais-Royal

12) Salle d’Assemblée Générale (Sala da Assembléia Geral) – Fica no lugar onde era a capela e uma sala, ambas construídas no século XIX. No estrado, as poltronas voltadas para o público são reservadas ao Vice-Presidente e aos seis chefes de seções. Nos lados, no cadeiral, ficam o secretariado e os representantes da administração. A sala possui um teto de vidro e é coroada por uma curvatura ricamente decorada.

Salle de l'Assemblée Générale

Destaque para os doze medalhões em degradé azul sobre fundo dourado, com figuras alegóricas acompanhadas por escritos em latim, evocando os ministérios da época. São eles: Justiça, Guerra, Marinha, Relações Estrangeiras, Interior, Comércio, Agricultura, Belas-Artes, Trabalhos Públicos, Finanças, Instrução Pública e Cultos. Esses medalhões são obra de Jules Élie Delaunay. Ele também fez a cabeça de Minerva e a placa com as grandes datas do Conseil d’État.

Palais-Royal

Nos longos lados da sala, os medalhões alternam com seis cartuchos pintados em imitação de carvalho, com folhagens e decoração dourada. Ali estão escritos os códigos elaborados pelo Conseil d’Etat, que são: Código Civil, Penal, de Justiça Militar, de Instrução Criminal, de Comércio e de Processo Civil. Eles foram realizados por Auguste-Alfred Rubé e Philippe Chaperon.

Palais-Royal

Palais-Royal

Nas paredes há também telas realizadas entre 1916 e 1926. Elas são obra de Henri Martin e representam a França trabalhadora se apresentando diante do Conseil d’État. São quatro obras, que evocam o trabalho nos campos, o trabalho urbano, o comércio e o trabalho intelectual. Podemos identificar alguns cenários, como a Place de la Concorde na tela sobre o trabalho urbano.

Palais-Royal

Place de la Concorde

13) Salle Pierre-Laroque – É a sala de periódicos ligada à biblioteca. Em cima da chaminé, há um busto de Jean Étienne Marie Portalis, também redator do Código Civil, obra de Louis Léopold Chambard, realizada em 1875.

Palais-Royal

14) Bibliothèque (Biblioteca) – Esta sala, também chamda de Salle des Colonnes, foi criada por Prosper Chabrol, entre 1860 e 1864, para o príncipe Napoleão. Já o alinhamento de colunas é mais antigo, pois aqui ficavam duas salas concebidas pelo arquiteto Fontaine. Nos pilares, bustos de quatro conselheiros de Estado, esculpidos entre 1875 e 1877. São eles: o conde Joseph Jérôme Siméon (obra de Jean-Paul Aubé); Georges Cuvier, que também foi um famoso Zoólogo e Paleontólogo (obra de Jules François Gabriel Renaudot); Charles Maillard (realizado por Calixte Moleau) e Alexandre Allent.

Palais-Royal

Os fundos da biblioteca foram reconstituídos principalmente depois do incêndio do Palais d’Orsay, em 1871, que era a antiga sede do Conseil d’État. Isso porque somente um documento escapou do fogo: uma coletânea de correspondências trocadas entre Napoleão e Bigot de Préameneu. Em 1997, a Biblioteca passou por uma restauração.

Palais-Royal

15) Chapelle (Capela) – Esta capela em estilo neogótico data da época em que o príncipe Napoleão e a princesa Marie-Clotilde de Savoie viviam no Palais Royal. Ela foi realizada por Prosper Chabrol, que era o arquiteto do palácio na época. Na decoração, vemos as armas do casal: a águia napoleônica e a Cruz de Savoie. Elas estão presentes também nos vitrais, realizados por Eugène-Stanislas Oudinot. A maior parte dos ornamentos originais, realizados por volta de 1862, foi conservada. Já do mobiliário, somente o altar, de inspiração medieval, ficou. Hoje ela é usada como sala de reunião.

Capela

16) Salle Napoléon (Sala Napoleão) – Esta sala foi mudada várias vezes por Prosper Chabrol, entre 1858 e 1860: primeiro para acolher o Ministère de l’Algérie et des Colonies, criado pelo imperador Napoleão III, e depois para virar a sala de jantar do príncipe Napoleão. A decoração é obra de Jean-Baptiste Klagmann. O curioso é que vemos falsas arcadas com com nomes de autores clássicos. O vazio dos consoles mostra que ali estavam os bustos deles, porém ninguém sabe o que aconteceu com as esculturas. Há também bustos e emblemas de Napoleão no cômodo. Antes de ser do Conseil d’État, esta sala foi atribuída à Cour des Comptes (Tribunal de Contas), de 1870 a 1912.

Palais-Royal

Palais-Royal

Conseil Constitutionnel (Conselho Constitucional)

Foi criado em 1958 para julgar a conformidade de novas leis à Constituição. Ele é composto por nove membros nomeados (três pelo Presidente da República, três pelo Presidente da Assembleia Nacional e três pelo Presidente do Senado) e membros de direito, que são os antigos Presidentes da República. Os membros nomeados exercem um mandato único de nove anos e a cada três anos um terço deles é renovado.

Palais-Royal

Dentro do Palais-Royal, o Conseil Constitutionnel ocupa a área que foi usada pelo duque de Chartres, filho mais velho do rei Louis-Philippe I, que foi arrumado por Fontaine em 1831. Depois com a instalação do príncipe Napoleão, após 1859, foi o arquiteto Prosper Chabrol que decorou os cômodos. E grande parte desta decoração vemos até hoje.

Marianne
Várias representações da Marianne, símbolo da República Francesa

1) Grand Escalier d’Honneur (Grande Escadaria Principal) – Foi construído por Fontaine entre 1829 e 1831. Ela é clareada por uma abertura na abóbada em caixotões, decorada por Jean-Louis Plantar. Aberturas com espelhos multiplicam o espaço. No patamar, um busto de Roma com um capacete onde vemos a loba amamentando Rômulo e Remo. A obra é de mármore e veio do Château de Richelieu, hoje destruído, que ficava no Vale do Loire e pertencia ao cardeal.

Palais-Royal

2) Salle à Manger (Sala de Jantar) – Era uma antiga antecâmara, que virou sala de jantar. É o único cômodo que conservou completamente a decoração feita por Fontaine, na época do rei Louis-Philippe I, começo do século XIX. O belo teto em caixotões é decorado por motivos gregos e rosáceas.

Palais-Royal

3) Grand Salon (Grande Salão) – Este foi um dos cômodos cuja decoração foi alterada por Prosper Chabrol para o príncipe Napoleão. Um medalhão representando o imperador Napoleão III e sua esposa Eugénie foi colocado acima do espelho de uma das chaminés. Na outra, está a águia imperial. Nas paredes, duas tapeçarias de Beauvais do século XVIII fazem parte da série Les Amusements de la Campagne (As diversões do Campo). Os desenhos delas são de Francesco Casanova.

Palais-Royal

4) Petit Salon (Pequeno Salão) – Com este cômodo aconteceu o mesmo que com o anterior. Vemos à esquerda e à direita da chaminé, duas obras de Camille Corot: Le Pêcheur en barque sur l’étang e Les Marécages à la Tour Carrée. Na parede em frente, duas cenas bucólicas de Léopold Leprince. Em uma das cômodas da época do Império, uma cópia de um busto de um imperador romano em mármore. Ela fazia parte da coleção do marquês de Campana, comprada pela França em 1861.

Palais-Royal

5) Salle de Séances (Sala de Sessões) – Era um gabinete de trabalho realizado pelo arquiteto Fontaine. Já a decoração foi executada por Prosper Chabrol em 1860 para a princesa Marie-Clotilde e mostra motivos florais com cupidos e alegorias das estações do ano. O estilo é o chamado Pompeiano (estilo inspirado na decoração encontrada em Pompéia). Hoje esta sala é usada para as sessões do Conselho e é chamada também de Salle des Délibérés.

Palais-Royal

6) Salon d’Angle (Salão de Canto) – Antigo quarto de dormir do duque de Chartres e que foi ocupado pela princesa Marie-Clotilde algumas décadas depois. Aqui grande parte da decoração realizada por Fontaine, no começo do século XIX, para o duque foi preservada, como, por exemplo, os instrumentos de música acima das portas. Na sala, há um retrato de Madame de Sallandrouze de Lamorlaix com os filhos, de 1810 e atribuído a Henri François Riesener. Os móveis são do final do século XVIII. Já o Globo Terrestre é de 1985. Hoje, é o escritório do Presidente do Conselho.

Palais-Royal

7) Oratoire de la Princesse Marie-Clotilde (Oratório) – Aqui vemos uma falsa abóbada que é sustentada por anjos com os símbolos da Savoie, terra da princesa Marie-Clotilde. Nas paredes, a águia napoleônica. Toda essa decoração foi realizada por Alexandre Denuelle. No nicho, uma cópia de uma estátua do século XIII representando a Virgem Maria. Este cômodo passou por uma restauração em 1980.

Palais-Royal

E assim vimos quais são as instituições que ocupam o Palais-Royal e pudemos conhecer um pouco como é o interior do Palácio. Se você ficou curioso (a) pelo passeio, saiba que você pode fazer essa visita durante as Journées du Patrimoine, que acontecem este ano (2019) nos dias 13, 14 e 15 de setembro. No próximo texto, vamos visitar as galerias que cercam o jardim do Palácio.

Palais-Royal

Domaine national du Palais-Royal
8, rue Montpensier
75001 Paris
Metrô Palais-Royal-Musée-du-Louvre, linhas 1 e 7.
Horários do jardim: de 1 de outubro a 31 de março – aberto todos os dias, das 8h às 20h30. De 1 de abril a 30 de setembro – aberto todos os dias, das 8h às 22h30.
Gratuito.
Já o interior do Palais só é visitado em ocasiões especiais, como durante as Journées du Patrimoine, que esse ano acontecem de 13 a 15 de setembro (2019). Se estiver em Paris, não perca. É um evento gratuito.
Para saber mais sobre o Palais-Royal, veja o site oficial

Palais-Royal

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Renata Rocha Inforzato

Sou de São Paulo, e moro em Paris desde 2010. Sou jornalista, formada pela Cásper Líbero. Aqui na França, me formei em História da Arte e Arqueologia na Université Paris X. Trabalho em todas essas áreas e também faço tradução, mas meu projeto mais importante é o Direto de Paris. Amo viajar, escrever, conhecer pessoas e ouvir histórias. Ah, e também sou louca por livros e animais.

Comentários (4)

  • Gabriela Torrezani Responder    

    4 de junho de 2019 at 8:59

    Fiquei impressionada com as fotos do interior do Palais-Royal. Muito lindo! Post super informativo, parabéns 🙂

  • Flavia Donohoe Responder    

    6 de junho de 2019 at 10:46

    que local tão suntuoso e magnífico, ainda quero conhecer o Palais Royal, é um dos lugares mais lindos que já vi!

  • Carol Duque Responder    

    6 de junho de 2019 at 23:31

    Que demais esse lugar. Realmente Paris é um grande sonho. Tudo cheio de muito luxo e riqueza de detalhes. Apaixonante esse passeio.

  • Angela C S Anna Responder    

    10 de junho de 2019 at 10:59

    gostei dos varios tipos de representação da marianne, aquela do meio parece do timtim
    vou tentar o palais royal na proxima visita a paris!

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