Igrejas

Madeleine – a igreja que nem parece igreja

14 de janeiro de 2015

Quando se passa em frente, sem saber o que é, imagina-se um templo à moda da Antiguidade, ou algum prédio público, como um tribunal. Mas a Madeleine é bem uma igreja e é tão importante que acabou dando o nome ao bairro onde ela está. Paróquia da presidência da República, todos os anos recebe milhares de turistas.

Madeleine

No século XII é mencionada uma igreja de Sainte Marie Madeleine (Santa Maria Madalena) nas proximidades de Paris, mais precisamente em Ville l’Évêque (cidade do bispo) – o lugar tinha esse nome porque fazia parte das terras dadas ao bispo de Paris desde a época dos merovíngios. Desta igreja antiga pouco se sabe, mas era importante, tanto que, em 1492, Charles VIII instala ali uma confraria dedicada à santa.

Madeleine

Com o tempo, a Ville l’Évêque se desenvolve, assim como o bairro vizinho Saint-Honoré (Faubourg Saint-Honoré). Então, a pequena igreja gótica fica pequena para acolher todo mundo. É decidida a construção de uma nova paróquia, em estilo clássico. Em 1659, a primeira pedra é colocada por Anne-Marie Louise d’Orléans, conhecida como a Grande Mademoiselle. Mas ainda não é a “nossa” Madeleine. Essa do século XVII ficava onde hoje é o começo do Boulevard Malesherbes. Ela vai servir de paróquia até a Revolução.

Madeleine

Em 1722 Paris anexa a Ville l’Évêque. Mais uma vez a igreja fica pequena para os moradores do bairro. E, novamente, decidem construir outra igreja. Anos depois, em meados do século XVIII, decidem o lugar: Louis XV havia construído uma nova place royale (praça real) – hoje a Place de la Concorde – e precisava de um edifício para fechar a perspectiva da rue Royale. Assim, nascia a ideia da Madeleine que a gente conhece. Ela fica no lugar de um antigo palacete – o hôtel de Chevingny – e de um convento de beneditinas.

Madeleine
A rue Royale vista a partir da Madeleine

O arquiteto escolhido é Pierre Contant d’Ivry, que havia participado da construção do Palais Royal e, em 1763, Louis XV coloca a primeira pedra. Mas aí, como em várias igrejas de Paris, a construção vira uma novela. A igreja só vai ser inaugurada, ou melhor, consagrada, quase oitenta anos depois.

Madeleine
A parte de trás da igreja

Para começar, já no ano seguinte do começo da construção, em 1764, os trabalhos são interrompidos. Pouco depois são retomados. Mas aí é o arquiteto que morre, em 1777. Um de seus aprendizes, Joseph-Abel Couture assume a obra e a toca até 1789. Ele modifica o projeto inicial, que era bem inspirado no Invalides (Inválidos), diminuindo a nave para aumentar o coro. Constrói os pórticos e as paredes. É dele a ideia de multiplicar as colunas no edifício, símbolo da arquitetura clássica (baseada na Antiguidade) que estava na moda na época.

Madeleine

Mas chega o ano de 1789 e, com ele, a Revolução Francesa, e ninguém sabe o que fazer com a construção. Como os revolucionários são anticlericais, uma igreja está fora de cogitação. Pensam, então, em fazer uma sala para a Assembleia, ou um banco, uma biblioteca, Bolsa de Valores, Ópera, Tribunal de Comércio, e por aí vai. Em 1791, decidem por suspender a obra.

Madeleine

Em 1799, a antiga igreja, aquela do Boulevard Malesherbes, é demolida. Em 1802, uma igreja ali perto, Église de Notre-Dame de l’Assomption, na rue Saint-Honoré, é transformada na paróquia do bairro (pois a antiga, como acabamos de ver, foi destruída). Enquanto isso, a obra do novo edifício continua parada.

Madeleine

Mas Napoleão chega ao poder. E em 1806, ele deseja utilizar o canteiro parado para fazer um templo dedicado à glória do exército. Então, ele promove um concurso com 82 arquitetos para terminar a obra. Mas, no final, ele não respeita a decisão do júri e impõe Pierre-Alexandre Vignon como arquiteto-chefe do projeto. Ele transforma tudo: somente as colunas são poupadas. Aliás, multiplicadas novamente, agora toda a fachada externa é cercada por elas. A estética é de um verdadeiro templo romano.

Madeleine

Com a derrota de Napoleão, em 1815, o rei Louis XVIII resolve devolver a função religiosa ao edifício. Em 1828, Vignon morre e Jean-Jacques-Marie Huvé é o novo arquiteto. A construção é lenta por causa de problemas de dinheiro. Com a Monarchie de Juillet (Monarquia de Julho), pensam em usar a igreja como um templo de reconciliação nacional, ideia que é abandonada.

Madeleine

A construção finalmente avança: Huvé resolve colocar, nas fachadas, nichos com estátuas, contrariando o antecessor que queria paredes nuas. O frontão é esculpido e o interior decorado. Isso tudo com os melhores artistas da época. A ideia era fazer um templo suntuoso, para promover uma espécie de reconciliação do Cristianismo com o Estado e a sociedade (depois das turbulências da Revolução). Em 1842, a igreja tem uma primeira inauguração. E em 1845 é inaugurada solenemente, 82 anos depois da primeira pedra.

Madeleine
A nave vista a partir do altar

Visitando a igreja

A Madeleine nem de longe parece uma igreja. Para começar, ela não tem sino. Depois, sua arquitetura mais parece de um templo romano e o interior tem o formato das salas das termas romanas. O que faz lembrar que é uma paróquia católica são as esculturas e pinturas, tanto no exterior quanto no interior da igreja. Vamos ver algumas delas agora?

Madeleine

Frontão – Foi esculpido por Henri Lemaire, em 1833. Ele mostra o Julgamento Final. O Cristo está no centro. À sua direita, as virtudes com os escolhidos. E à sua esquerda (direita para nós), está São Michel, que expulsa os condenados. Maria Madalena se encontra entre eles, ajoelhada, como se pedindo pelas suas almas. Acima da cena, uma inscrição em latim diz: Ao Deus todo-poderoso, sob a intercessão de Maria Madalena. O mais interessante é que para fazer o frontão foi feito um concurso com 27 concorrentes.

Madeleine

Portas de bronze – Foram feitas em 1837 e colocadas em 1841. Foram realizadas por Henri de Tiqueti. Uma curiosidade é que o artista era barão e esculpia por prazer. Mas o sucesso que ele teve nos salões de Belas-Artes da época fez com que recebesse a encomenda do Estado para fazer as portas da Madeleine. Elas retratam Moisés e os dez mandamentos, representados em pequenas cenas. É uma obra-prima da arte do Romantismo.

Madeleine

Madeleine
Detalhe da porta com um dos dez mandamentos

As estátuas das fachadas – Foi ideia de Huvé. A estátua de João Evangelista foi feita por Joseph Coupon, mas para as outras 33 estátuas foram contratados 30 escultores diferentes. Elas são maiores do que o tamanho natural e, além dos santos mais populares na França da época, contam com padroeiros da família Orléans, que estava no poder. Duas coisas curiosas – primeira: uma das mulheres, Jeanne de Valois já é mostrada como santa um século antes da sua canonização. E a segunda: na fachada posterior estão os quatro evangelistas, mas são Lucas está sem a cabeça, arrancada por uma bala de canhão alemão em 1918.

Madeleine
Jeanne de Valois
Madeleine
Observe, no primeiro nicho à esquerda, o São Lucas decapitado

Madeleine

O interior da Madeleine é muito luxuoso, com muito mármore e dourado. É uma pena que a iluminação precária da igreja não nos deixe ver – e nem fotografar – direito essas maravilhas. A luz vem de cima, através das cúpulas, e onde Vignon havia previsto construir janelas, Huvé optou por pintar seis painéis da vida de Maria Madalena, cada um deles feito por um artista diferente.

Madeleine
Uma das cenas da vida de Maria Madalena – mas a iluminação fraca da igreja não nos deixa ver grande coisa

O afresco da abside – Foi feito entre 1835 e 1837 por Jules-Claude Ziegler. Ele retrata a história do Cristianismo, com o Cristo no meio, o Oriente à direita e o Ocidente à esquerda. Jesus é cercado pelos apóstolos e, abaixo deles, como em uma pirâmide, vários personagens. Maria Madalena está em uma nuvem carregada por três anjos. O mais curioso é, que dentre a multidão, estão representadas várias personalidades que fizeram a história.

Madeleine

Por exemplo, na parte do Oriente, o foco são as cruzadas e os personagens que fizeram parte dela, – como São Luis (Louis IX), rei da França, e Ricardo Coração de Leão, rei da Inglaterra -, além de vários nobres, clérigos e até o imperador Constantino. Nessa parte, há também um episódio contemporâneo a construção da igreja: a guerra da independência da Grécia, simbolizada por um cadáver que caído. Na parte do Ocidente, os primeiros santos e mártires, Clovis – o primeiro rei da França, e – o mais curioso – Dante, Rafael e Michelângelo representando o Renascimento. No centro da “multidão”, entre Oriente e Ocidente, Napoleão sendo coroado pelo papa Pio VII.

Madeleine

Mosaico – Foi colocado, por decisão dos fieis, em 1888, bem depois da inauguração. O autor é Charles-Joseph Lameire e foi executado por Auguste Guilbert Martin. Para ter uma ideia da riqueza da obra, as peças em vidro foram feitas pela Manufatura de Sèvres. Ele mostra o Cristo Ressuscitado e liga Maria Madalena à Marta e Lázaro, que seria o fundador da igreja em Marseille. Também há outros personagens que teriam seguido Madeleine até a França e fundado igrejas em diversas regiões. Aqui vai mais uma curiosidade: várias das figuras possuem feições de figuras ilustres, como Charles Garnier – arquiteto da Ópera de Paris – e o próprio Lameire.

Madeleine
O mosaico está logo abaixo do afresco da abside
Madeleine
Detalhe do mosaico

Logo abaixo, outra obra: painéis de Vincent-Nicolas Raverat, que alternam figuras de anjos e santos. Neles estão representados, entre outros, Santa Cecília, São Pedro e São Paulo e, novamente, alguns padroeiros da família Orléans, como Saint Philippe e Sainte Amélie.

Madeleine

Ravissement de Sainte Marie-Madeleine (Arrebatamento de Santa Maria Madalena) – Foi realizada por Charles Marochetti e levou 12 anos para ser esculpida, ficando pronta só em 1857. É o retábulo do altar. A cena principal mostra a santa carregada por três anjos em seu êxtase final.

Madeleine

As estátuas da Nave – A Madeleine não possui capelas laterais, como a maioria das igrejas de Paris. Mas há seis altares laterais, cada um com uma grande estátua em mármore branco, feita cada uma por um artista diferente. Dentre a Virgem, o Cristo, São Vicente e Santo Agostinho, duas santas francesas: Sainte Amélie, feita por Théophile François Bra, em homenagem a rainha Marie-Amélie; e Santa Clotilde, primeira rainha francesa.

Madeleine

Madeleine
Santa Clotilde

As capelas do vestíbulo – Logo que entramos na igreja, uma de cada lado: o Batismo de Cristo, de François Rude, e o Casamento da Virgem, de James Pradier. Ambas são de 1843 e feitas com mármore de Carrara.

Madeleine
O batismo de Cristo
Madeleine
O casamento da Virgem

Há ainda na igreja uma imagem de Joana d’Arc, de 1909, anterior à sua canonização, feita por Raoul Larche. Para terminar, uma última curiosidade: em 1781, Louis XVI extrai um fragmento do osso atribuído a Maria Madalena de um relicário no sul da França. Ele dá o “presente” ao duque de Parma. Passam os anos, e, em 1824, Louis XVIII recebe uma parte da relíquia da Itália e dá para a paróquia. O relicário pode ser visto no altar, junto com um de São Vicente, este último de 1846 (um de cada lado do altar).

Madeleine
Joana d’Arc

Enfim, isso tudo é o que te espera se você subir os 28 degraus da entrada para visitar a Madeleine. E eu aconselho você que realmente o faça. É uma igreja diferente e esse texto não mostra nem 10% da beleza que tem lá.

Madeleine

Igreja de la Madeleine
Place de la Madeleine
75008 Paris
Metrô Madeleine – linhas 8, 12 e 14
Horários: todos os dias, das 9h30 às 19h

Madeleine

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Renata Rocha Inforzato

Sou de São Paulo, e moro em Paris desde 2010. Sou jornalista, formada pela Cásper Líbero. Aqui na França, me formei em História da Arte e Arqueologia na Université Paris X. Trabalho em todas essas áreas e também faço tradução, mas meu projeto mais importante é o Direto de Paris. Amo viajar, escrever, conhecer pessoas e ouvir histórias. Ah, e também sou louca por livros e animais.

Comentários (26)

  • Carlos steele Responder    

    14 de janeiro de 2015 at 1:16

    Realmente essa igreja é linda, vale a pena a visita. Belíssimo texto Renata mais uma vez de parabéns. Um grande abraço

    • Renata Inforzato Responder    

      14 de janeiro de 2015 at 22:46

      Oi Carlos, obrigadão por acompanhar o blog e comentar. É muito importante seu feedback. Um abração

  • Denise Possenti Responder    

    14 de janeiro de 2015 at 12:08

    Olá Renata, parabéns pelo ótimo texto e imagens.
    Vou visitar Paris em junho e estou procurando ler bastante para aproveitar ao máximo esta viagem. Você está me ajudando demais!
    Um grande abraço!
    Denise

    • Renata Inforzato Responder    

      14 de janeiro de 2015 at 22:46

      Oi Denise, obrigadão pelo comentário. Espero que o blog possa ajudar ainda mais na sua viagem e que ela seja maravilhosa. Um abração

  • Florentina Cassol Responder    

    14 de janeiro de 2015 at 16:22

    Nossa muito bom, as fotos lindas, o texto uma história . Queria estar aí ….

    • Renata Inforzato Responder    

      14 de janeiro de 2015 at 22:52

      Oi Florentina, obrigadão mesmo pelo seu comentário. Espero que em breve vc possa vir e ver tudo ao vivo. Um abração

  • Regina Maria Responder    

    15 de janeiro de 2015 at 21:02

    De fato a Madeleine não lembra em nada uma igreja. É fora do padrão da maioria delas em Paris. Mas é belíssima e sem dúvida alguma deve ser visitada. Abraços

  • Eme Oliver Responder    

    15 de janeiro de 2015 at 23:45

    Importante e muito bom texto. De outra vez só a conheci por fora, desta apreciarei seu interior, agora com muito boas informações. Continue a nos mostrar a França e a nos instigar seu conhecimento.
    Bj

    • Renata Inforzato Responder    

      16 de janeiro de 2015 at 21:54

      Oi Eme, obrigadão pelo comentário. Espero que vc venha logo pra cá (é esse ano, né?)! Um beijão

  • Maria Esther Responder    

    6 de fevereiro de 2015 at 14:58

    Oi Renata

    Tenho lindas fotos de Madeleine, que tirei em dezembro de 2013.
    Iluminação de Natal, fiz até filme que postei no YouTube.
    Infelizmente, não entrei na Igreja, mas vou voltar a Paris agora entre maio/junho
    e depois de ler este post vou visitá-la com vagar.

    Abraços

    Maria Esther

    • Renata Inforzato Responder    

      6 de fevereiro de 2015 at 20:31

      Oi Maria Esther, dá uma olhada também no texto sobre a Saint Sulpice. Ela é linda também. Maio tá aí já, hein? É uma delícia esse tempo pré-viagem. Aproveite! Um abração

  • Karene Responder    

    16 de fevereiro de 2015 at 20:45

    Renata,
    Cheguei ao seu blog, pois comecei as pesquisas, para a minha viagem este ano.
    Ano passado, fui pela primeira em Paris, e simplesmente amei.
    Vu novamente, este ano, em setembro, e estava pesquisando, os castelos e cheguei até aqui.
    Estou amando os sesu posts, e parabéns pelo blog, que é uma excelente fonte de conhecimento.
    Bj

    • Renata Inforzato Responder    

      19 de fevereiro de 2015 at 22:08

      Oi Karene, vc não imagina o quanto um comentário como o seu me anima a seguir em frente, principalmente naqueles dias em que a inspiração não vem. Muita obrigada de coração, um beijo

  • maria jose pereira parigio Responder    

    8 de julho de 2015 at 20:31

    gostaria de estar recebendo a programação dos concerto que vão ser realizados na 2º semana de agosto, e horário de missa nesta igreja

    • Renata Inforzato Responder    

      10 de julho de 2015 at 19:29

      Oi Maria, aqui é um site sobre turismo. Para saber os eventos da igreja, tem que clicar no link que está no texto. Um abraço

  • Edson Guerra Responder    

    4 de setembro de 2015 at 22:12

    Estive em Paris nesse mês de agosto/2015, andava pela rua procurando uma loja de artigos esportivos quando me deparei com essa construção, não sabia exatamente o que era, parecia uma construção romana, somente quando alcancei a porta é que percebi que se tratava de uma igreja, supreso, entrei, e posso dizer que esse foi um dos momentos mais valiosos da viagem inteira, o local além de lindo possui uma energia espetacular (ao menos foi o que senti), e acho que se trata de um local obrigatório em uma visita a Paris.

    • Renata Inforzato Responder    

      6 de setembro de 2015 at 12:14

      Oi Edson, obrigada pelo comentário 🙂

      • REGINEIA MATTOS Responder    

        29 de março de 2016 at 0:49

        olá Renata
        Só o que tenho a complementar as palavras do Edson, é que eu saí do Brasil com proposito de ir até Santa Madeleine em setembro de 2014, não consegui.
        Em 2015 coloquei como prioridade e novamente não tinha conseguido chegar lá, até que, como havia programado no ultimo dia em Paris caminhar pela Champs Elysse, saí com esse proposito, e como uma mágica, uma energia me levou até lá. conclusão foi o fechamento da minha viagem. Só agradeci a Deus, fiquei em estado de alfa…acho que ainda estou

  • Telma Manolio Responder    

    14 de janeiro de 2016 at 22:50

    Olá Renata, muito legal encontrar seu blog. Estou planejando uma viagem para a França, não sei quando, mas se conhecer o país acredito que a viagem será muito mais interessante, né? Estou lendo várias postagens suas e estou adorando.
    Quero muito conhecer Paris, mas sou meio sonhadora, por isso gostaria de conhecer também pequenas cidades, bonitas, bucólicas, medievais, charmosas, longe do burburinho do turismo… Já sei, Já estou querendo demais, né? Você conhece algo assim?
    Bem, uma viagem de trem talvez possa me ajudar. O que acha?
    Obrigada pelas informações.
    Um abraço.

    • Renata Inforzato Responder    

      16 de janeiro de 2016 at 22:44

      Oi Telma, esse tipo de cidade tem bastante. É difícil dizer o que não é turístico na França. Mas o turístico no contexto francês é algo bom, pois significa que mesmo as pequenas cidades têm estrutura para acolher bem quem vai visitá-la. Aqui no blog mesmo tem posts de Provins, uma cidade medieval perto de Paris; Vale do Loire, com seus castelos e pequenas cidades; Strasbourg, que é pequena para os nossos padrões brasileiros e linda; Nancy,a região da Lorraine… É só fuçar bastante aqui no site. E de medieval ainda tem Troyes, que é uma graça e vou escrever em breve; Dijon, igualmente bela e um pouco maior; Carcassonne, uma das cidades medievais mais bem preservadas do mundo.. Enfim, opção para você não vai faltar e você faz tudo de trem. Um abração

  • Gabriela Moniz Responder    

    16 de abril de 2016 at 15:11

    Ela realmente é LINDA!!! Engraçado que nas 3 primeiras vezes que fui a Paris não cheguei a entrar na igreja. No dia que resolvi entrar, fiquei maravilhada com aquela suntuosidade! Realmente vale a pena a visita 😉
    Uma vez assisti a um programa na TV que mostrava a lavagem das escadarias de Madaleine, parecendo a Lavagem do Bonfim, na Bahia. Não acreditei!

    • Renata Rocha Inforzato Responder    

      17 de abril de 2016 at 2:39

      Oi Gabi, obrigadão pelo comentário. Pois é, a lavagem é um evento anual organizado pela comunidade brasileira e a prefeitura de Paris. Um beijo

  • Madalena Sacramento Responder    

    19 de junho de 2016 at 18:04

    Lindo o texto. Vc foi perfeita na sua colocação. A igreja de Santa Maria Madalena é realmente muito linda e eu sempre tive o sonho de conhecer este templo religioso. Foi muito forte a energia que senti ali dentro. Penso que deveria realmente ter uma maior iluminação, visando o turista, porque quem vai ali com a alma em busca de afago, consegue sentir que ela está toda iluminada. Assim me senti e talvez porque, eu a tenha como mãe. Tenho o mesmo nome dela: Maria Madalena.

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