Chenonceaux

Chenonceau – o castelo mais feminino da França

31 de Março de 2013

Castelo das damas, do amor, do luxo: há vários nomes para denominar Chenonceau. A verdade é que o castelo particular mais visitado da França provoca, há exatos 500 anos, a admiração das pessoas, desde o rei Francisco I, um dos primeiros convidados, até os visitantes que hoje chegam vindos das mais variadas partes do mundo. Exemplo máximo da arquitetura do Renascimento francês, Chenonceau é um lugar indispensável para que quem quiser visitar o Vale do Loire.

Chenonceau

A história do castelo é quase tão movimentada quanto as águas do rio Cher, seu companheiro inseparável. Na verdade, onde hoje está o atual château, havia uma espécie de fortaleza medieval com um moinho. A construção pertencia à família Marques, proprietária do local desde 1234. Porém, no século XV, em plena guerra dos Cem Anos entre a França e a Inglaterra, Jean Marques abriga uma guarnição inglesa. A traição provoca a ira do rei Carlos VI, que ordena a demolição das construções defensivas, mas deixa o moinho e as terras com os proprietários.

Chenonceau
Rio Cher

Porém, em dificuldades financeiras, a família Marques vende a propriedade, que é comprada por 12 400 livres, em 1513, por Thomas Bohier. Intendente de Finanças do rei Francisco I, Bohier viajava constantemente pela Itália (nesta época, o rei francês detinha a posse do Ducado de Milão) e era fascinado pelo Renascimento, então a todo o vapor. Por isso, ele decide de demolir o antigo moinho em Chenonceau e construir uma residência que testemunhasse todo o esplendor da época em que vivia. Só a antiga torre da construção medieval é poupada e nós podemos vê-la até hoje ao visitar o castelo.

Chenonceau
Torres dos Marques – único vestígio da época medieval, antes da construção do castelo

Porém, como Bohier era muito ocupado, ele confia a supervisão da construção do novo château à sua esposa: Katherine (ou Catherine), também conhecida como Katherine Briçonnet. Ela se revela uma mulher de um grande bom-gosto e senso prático. No lugar do antigo moinho, se ergue um castelo majestoso: formado por um logis retangular, cercado de torres. O enorme custo dos trabalhos – ou uma visão profética dos Bohiers – talvez seja a razão da frase que acompanha as iniciais TBK, no castelo (Thomas e Katherine Bohier): “S’il vient à point, me souviendra”, algo como: Se ficar pronto, ele me lembrará. E de fato, os Bohiers, principalmente Katherine, são lembrados até hoje quando se fala em Chenonceau.

Chenonceau
Teto da capela de Chenonceau

No entanto, o casal vai pouco desfrutar de seu château. A construção termina em 1521, mas Thomas morre em 1524, em plena Itália, e Katherine, em 1526. O castelo, então, é herdado por Antoine Bohier. Porém, pouco tempo depois, em 1533, a família Bohier é acusada por malversação do dinheiro do reino e tem seu castelo confiscado por Francisco I. Algumas fontes da época atribuem esse confisco ao desejo do rei francês em possuir Chenonceau, que ele já havia visitado antes.

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Parque do castelo

O castelo torna-se, principalmente, palco das caçadas de Francisco. O rei passa temporadas ali, acompanhado de um número restrito de pessoas, como sua esposa Eléonore de Habsbourg, seu filho Henrique, sua nora Catherine de Médicis e as favoritas, como Anne de Pisseleu (favorita do soberano) e Diane de Poitiers (amante de Henrique).

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Jardim de Diane de Poitiers

Aliás, Henrique era tão apaixonado por Diane, 19 anos mais velha, que passou a se vestir com as cores da viuvez da amada: o branco e o preto. Em 1547, quando sobe ao trono com o título de Henrique II, ele não hesita em dar Chenonceau para a amante, além de uma parte dos rendimentos que recebia através de um imposto sobre os sinos da França. Com esse dinheiro, a partir de 1551, Diane começa a fazer melhorias no castelo. Ela cria um jardim e um pomar, contendo legumes e frutas considerados exóticos na época, como, por exemplo, alcachofra e melão. Também constrói uma ponte sobre o rio Cher, com seis arcos, realizada a partir dos desenhos do arquiteto Philibert Delorme.

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O castelo como ponte sobre o rio Cher, que Diane de Poitiers mandou fazer. Em cima, a galeria de dois andares de Catherine de Médicis

O pessoal na época dizia que, para manter a beleza, Diane banhava-se todas as manhãs, ao nascer do sol, nas águas frias do Cher, depois ia andar a cavalo e dormia até o começo da tarde. O fato é que ela despertava a ira de Catherine, que não demorou muito a se vingar.

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O Rio Cher perto da cozinha. Dizem que era nesse lugar que Diane de Poitiers se banhava

E essa vingança seria naquilo que a rival mais amava: Chenonceau. Em 1559, Henrique II é ferido em um torneio e morre. A rainha, agora regente, retoma o castelo de Diane, dando-lhe em troca o château de Chaumont-sur-Loire. No entanto, a ex-favorita do rei se retira para o castelo de Anet, onde morre algum tempo depois.

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O Jardim de Catherine de Médicis

De posse de Chenonceau, Catherine trata de fazer algumas modificações: ela constrói um novo jardim, perto do de Diane, além de estábulos e construções para armazenar alimentos e material. Mas a mudança mais significativa da rainha no castelo é a galeria em dois níveis que constrói em cima da ponte que atravessa o Cher. Realizada pelo arquiteto Androuet du Cerceau e inspirada em uma ideia de Philibert Delorme, a nova construção lembra a ponte Vecchio de Florença, a terra natal de Catherine.

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A Galeria de Catherine de Médicis

É a época do luxo em Chenonceau: após transformar o andar superior em salão de baile, a rainha organiza festas memoráveis em honra de seus três filhos, Francisco II, Charles IX e Henrique III, que se sucedem no trono francês. Dizem que em uma delas, em 1577, Catherine ordenou a simulação de uma batalha naval nas águas do Cher. Nestas ocasiões, todo um aparato, inspirado na Antiguidade, – como colunas, estátuas, fontes e arcos do triunfo – era construído.

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O Bâtiment des Dômes

Ao morrer, em 1589, Catherine lega Chenonceau à sua nora, Louise de Lorraine, esposa de Henrique III. Mas, alguns meses depois, o rei é assassinado e a jovem viúva decide passar o resto dos seus dias no castelo. É o começo de uma época totalmente diferente: em luto constante, Louise se veste só de branco, o que lhe dá o apelido de “Dame Blanche” (na corte, a cor branca significava luto). Além disso, chama ao castelo as monjas ursulinas, para que lhe ajudassem a rezar. Os móveis do château são cobertos de tecidos negros. A nova proprietária vive ali durante 11 anos, até morrer, em 1601.

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Em Chenonceau, Louise vivia reclusa e em luto constante

Então, Chenonceau passa como herança para Françoise de Mercoeur, sobrinha de Louise e mulher de César de Vendôme, filho legítimo do rei Henrique IV e de sua favorita Gabrielle d’Estrées. A partir desse momento, os reis, pouco a pouco, param de ir ao castelo. O último a passar temporadas ali é Luis XIV, em 1650, quando tinha 12 anos.

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Construção do século XVI (La Cour de la Ferme)

O estado de abandono do château só é interrompido com a chegada dos monges capuchinhos. Nesta época, uma ponte levadiça separava os monges do mundo exterior. O château permanece com os descendentes de Vendôme. Até que, em 1733, o duque de Bourbon vende Chenonceau a Claude Dupin, uma espécie de arrecadador de impostos. É o renascimento do castelo.

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Uma parte da cozinha de Chenonceau

A esposa do novo proprietário, Madame Dupin (Louise Marie Madeleine Fontaine Dupin) é uma mulher extremamente culta, amante de ciências, das artes, da literatura e do teatro. Ela passa a organizar em Chenonceau um Salão – reuniões de artistas, filósofos e vários tipos de intelectuais. O castelo é frequentado pelos nomes mais célebres da época, como Voltaire, Montesquieu e Rosseau, este último, além de amigo, era secretário de Madame Dupin e educador do filho do casal. A nova dona reforma o castelo, chegando a construir, inclusive, um teatro e um laboratório de física. Ela passa toda a sua vida em Chenonceau e é amada pelos moradores da região. Talvez por isso, o château tenha sido poupado da destruição durante a Revolução Francesa. Seu túmulo está localizado no parque, perto do castelo.

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Retrato de Madame Dupin, obra de Jean-Marc Nattier, Château de Chenonceau, data desconhecida

Segue um novo período de abandono em Chenonceau, que vai até 1864, quando ele é comprado por Marguerite Pelouze. Decidida a devolver ao château a aparência que tinha antes de Catherine de Médicis, ela ordena uma grande restauração. Porém, as galerias da rainha são mantidas. É uma nova época de florescimento para o castelo: em 1879, a orquestra que Madame Pelouze mantinha no local recebe um jovem pianista, Claude Debussy. Em 1886, outro grande evento: uma festa inspirada em Veneza, com gôndolas e tudo, para o presidente francês Jules Grévy, que diziam ser amante da proprietária.

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O Jardin Potager

Mas, a família Pelouze não desfruta muito do castelo: em 1888, por causa de dívidas, Chenonceau é confiscado. No começo do século XX, é a vez de Henri Menier, um rico industrial do chocolate, comprar o château. Alguns anos depois, em 1914, durante a Primeira Guerra Mundial, Gaston Menier, o novo herdeiro, faz do lugar um hospital militar. Nessa época, 2254 soldados feridos foram tratados ali.

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Placa na galeria lembra que Chenonceau foi um hospital militar durante a Primeira Guerra

Chenonceau teria, ainda, na guerra seguinte, um papel muito importante: o Cher era a linha de demarcação entre a França ocupada pelos nazistas (norte) e a zona livre (sul). O castelo foi a única ponte não destruída na região e foi muito usado pela Resistência (que lutava contra os nazistas). Restaurado mais uma vez, em 1951, por iniciativa de Huber Menier, é aberto ao público

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A Visita
Ao passarmos pelos portões de Chenonceau, chegamos ao castelo através de uma alameda cercada de grandes árvores. No caminho, vemos o parque, os jardins de Diane de Poitiers, de Catherine de Médicis, a velha torre dos Marques (sempre poupada das demolições e restaurada), o Bâtiment des Dômes (chamado assim por causa do telhado), enfim, temos uma ideia geral do que vamos visitar.

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Se preferir, pode começar a visita pelo parque, pelos jardins, pelo Museu de Cera… Mas, no meu caso, sempre começo pelo château. A decoração é linda, as pinturas dos cômodos, os móveis, quadros e tapeçarias são de tirar o fôlego. Uma curiosidade em várias partes do castelo é o emblema do casal real: composto por dois C e um H (Catherine de Médicis e Henrique II). Mas, observando bem, vemos um D e um H, ou seja, uma referência do rei à sua amada, Diane de Poitiers. Será que a rainha percebeu? Bom, vamos para a visita:

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Observem o brasão

Vestíbulo – Realizado em 1515, é um dos mais belos exemplos da arquitetura da Renascença francesa.

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O vestíbulo e a arquitetura do Renascimento francês

Salle des Gardes – Antiga sala dos guardas encarregados da proteção real, hoje é onde fica a recepção de Chenonceau. Ela é decorada de tapeçarias de Flandres do século XVI, retratando cenas da vida no castelo.

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Salle des Gardes

Capela – Foi poupada pela Revolução Francesa graças à ideia de Madame Dupin de fazer do local um depósito de madeira. Um baixo relevo em mármore de Carrara do século XVI: La Vierge à l’Enfant (A Virgem com o Menino), realizada por Mino de Fiesole.

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Capela
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La Vierge à l’Enfant, de Mino de Fiesole

Quarto de Diane de Poitiers. Com várias obras de arte, possui, entre elas, uma bela lareira esculpida por Jean Goujon, duas tapeçarias, também do século XVI, e o quadro La Vierge à l’Enfant (A Virgem com o Menino), atribuído à Murillo.

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Quarto de Diane de Poitiers
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Lareira esculpida por Jean Goujon

Cabinet Vert – Era o escritório de Catherine de Médicis. Quando ela estava em Chenonceau, era dali que governava a França. Há várias obras de pintores bem conhecidos, como por exemplo, Silène Ivre (Silène embriagado), de Jordaens, e La Reine de Sabá (A Rainha de Sabá), de Tintoret. Em uma das paredes, uma tapeçaria de Bruxelas, com tema inspirado na descoberta das Américas.

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Tapeçaria que conta a descoberta da América

A galeria – Possui 60 metros de comprimento, 6 m de largura e é iluminada por 18 janelas. Foi inaugurada em 1577, em uma festa dada por Catherine de Médicis em honra ao seu filho, o rei Henrique III. Os medalhões foram acrescentados no século XVIII e representam pessoas famosas. O segundo andar da galeria é local de exposições de arte, que inclui obras contemporâneas.

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A galeria de Catherine de Médicis
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Segundo andar da galeria de Catherine de Médicis
O segundo andar da galeria também é usado para exposições temporárias

Salon François I – Guarda a lembrança de uma visita de Francisco I a primeira proprietária do castelo, Katherine Bohier. O destaque desta sala são os quadros Les Trois Grâces (As Três Graças), de Carl Van Loo, e Diane de Poitiers en chasseresse (Diana caçadora), de Primatice.

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Salon François I, com a obra Diana caçadora, de Primatice

A escadaria – Na época de construção do castelo, as escadas tipo em rampa ainda eram novidade. As de Chenonceau são praticamente as primeiras da França. Observe a decoração das abóbodas e do teto, decorado com figuras humanas, frutas e flores.

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Uma parte das escadas

Salon Louis XIV – Lembrança da visita do jovem rei de 12 anos, em 1650. Neste salão, há uma obra representando Luis XIV, de Hyacinthe Rigaud, que, dizem, foi presente do próprio rei, anos depois. Há, também, uma obra importante, L’ Enfant Jésus et Saint Jean (Menino Jesus e São João), de Rubens. Mas o emblema da lareira é de um rei mais antigo: François I.

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Lareira com o emblema do rei François I (Francisco I)

Primeiro Andar
Vestíbulo Catherine Briçonnet – Em homenagem à primeira proprietária do castelo, Katherine (ou Catherine) Bohier. Briçonnet é o seu nome de solteira. Tapeçarias do século XVII, obras de Van Der Meulen. Em cima das portas, medalhões representando imperadores romanos.

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Vestíbulo Catherine Briçonnet

Chambre (quarto) des Cinq Reines – Quarto dedicado às duas filhas de Catherine de Médicis – Marguerite de Valois (Rainha Margot) e Élisabeth de France – e às suas três noras – Marie Stuart, Elisabeth d’Autriche e Louise de Lorraine. No teto, podemos ver os emblemas das cinco rainhas. L’Adoration des mages (A Adoração dos Magos), um estudo de Rubens, está neste cômodo.

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Chambre des Cinq Reines
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O brasão que representa as cinco rainhas

Quarto de Catherine de Médicis – Era o quarto da rainha. Um destaque deste cômodo é a obra L’Éducation de L’Amour (A Educação do Cupido), pintado em madeira por Corrège.

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Quarto de Catherine de Médicis

Cabinet d’Estamps – Abriga uma coleção de desenhos e gravuras que mostram Chenonceau ao longo dos anos, de 1560 ao século XIX.

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Cabinet d’Estamps

Quarto de César de Vendôme – Proprietário do castelo a partir de 1624, era neste quarto que dormia o duque. O destaque vai para a janela, emoldurada por duas cariátides em madeira, do século XVII. Foi o cômodo de que mais gostei.

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Quarto de César de Vendôme
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Quarto César de Vendôme

Quarto de Gabrielle d’Estrées – A favorita de Henrique IV e mãe de César se hospedava neste quarto nas suas temporadas em Chenonceau. Uma das visitas foi em 1598, com o rei. No cômodo, estão algumas das tapeçarias mais raras, conhecidas como “Les mois Lucas”.

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Quarto de Gabrielle d’Estrées

Segundo andar
Vestíbulo do Segundo Andar – Foi restaurado no século XIX por Roguet, discípulo do famoso arquiteto Viollet-le-Duc, e, desde então, não foi alterado, conservando, inclusive, as tapeçarias do mesmo século.

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Vestíbulo do Segundo Andar – essa tapeçaria do final do século XIX retrata a festa em que Madame Pelouze transformou Chenonceau em Veneza

Quarto de Louise de Lorraine – A decoração fúnebre do quarto da rainha viúva havia sido removida na restauração do século XIX, com exceção do teto pintado de preto. Foi a partir do estudo e observação dele que os especialistas puderam reconstituir todo o conjunto do aposento.

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Quarto de Louise de Lorraine – decoração fúnebre

Subsolo
As cozinhas – Ficam na base do castelo, entre as duas primeiras pilastras. São formadas por três partes: os offices, que possui a maior lareira do castelo; A Salle à Manger (Sala de Jantar), que era reservada aos empregados do castelo; e a Cozinha propriamente dita. Os utensílios de cobre brilham e os equipamentos mais “modernos” foram ali colocados na época da Primeira Guerra Mundial.

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A cozinha de Chenonceau
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O fogão e os utensílios – Ela parece estar pronta para ser usada

Área externa
Jardim de Catherine de Médicis – Possui 5 500 metros quadrados e uma alameda com 16 laranjeiras, na alta temporada, e 16 teixos, no resto do ano. Também podemos encontrar neste jardim lindas roseiras. Há cinco gramados com cordões de lavanda (1500 pés) e outras flores. No centro, um tanque circular, de 15 metros de diâmetro.

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Jardim de Cathérine de Médicis

Jardim de Diane de Poitiers – Com 12 mil metros quadrados e oito gramados em forma de triângulos, decorados com desenhos em espirais. Ele impressiona pelo tamanho: de longe vemos os vasos em cima dos muros. No centro, há uma fonte, que é a mesma desde a época de Diane, no século XVI. É um exemplo típico de jardim à francesa do Renascimento.

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Jardim de Diane de Poitiers

Labirinto – É uma restituição da época de Catherine de Médicis. É circular, com mais de 1500 metros quadrados e 2000 teixos de 1,30 metros de altura. No centro, um pequeno mirante, onde se pode ter uma visão do traçado do labirinto. Realizado segundo um modelo antigo, tem no topo uma estátua de Vênus. Ao lado, em cima de um tronco de cedro, a escultura de uma Ninfa carregando Baco criança. O labirinto possui cinco entradas, mas só duas levam ao mirante.

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Um dos caminhos do labirinto

Ao lado, estão quatro cariátides, que haviam sido colocadas na fachada do castelo e que foram retiradas na restauração de Madame Pelouze.

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Cariátides retiradas da decoração do castelo, no século XIX

Museu de Cera – Situado no Bâtiment des Dômes, algo como construção das cúpulas. Reproduz as cenas da história do château, como, por exemplo, um encontro entre Henrique II e Diane de Poitiers, Madame Dupin recebendo Rousseau e Voltaire e o Hospital Militar de 1914.

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Gaston Menier e o hospital militar em Chenonceau

Cour de la Ferme (Pátio da fazenda) do século XVI – É um conjunto de construções que mostra como era uma fazenda nos primeiros anos do castelo. Além de um pequeno lago com patos, podemos ver duas obras no local: Ménine, de Manolo Valdès, e Poisson Paysage, de François-Xavier Lalame.

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Fazenda do século XVI

O Potager de Fleurs (jardim e horta) – Com 10 mil metros quadrados, é dali que saem todas as flores de Chenonceau: tanto as que vão para os jardins, que são plantadas duas vezes por ano, quanto as que são cortadas para fazer os arranjos dos cômodos do castelo, que mudam de acordo com as estações e datas comemorativas. São doze canteiros, delimitados por 240 macieiras e 100 roseiras. Cada canteiro possui um determinado tipo de flor ou até de legumes, que são plantados de acordo com a época do ano.

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Jardin Potager

Além de rosas, encontramos crisântemos, margaridas, narcisos, íris, tulipas, dálias e muitos outros tipos de flor. Também há duas estufas, onde são encontrados jacintos, amarílis e as sementes das flores cultivadas nos canteiros.

Chenonceau
É muito lindo esse jardim.
Chenonceau
O jardim fornece flores e frutas para toda a decoração e jardins do castelo

Os domínios do castelo abrigam, ainda, um restaurante, um salão de chá, um self-service e uma lanchonete, que ficam abertos de março a novembro. Também há áreas para piqueniques, perto do estacionamento.

Para quem gosta de um passeio em meio à natureza e tem tempo, Chenonceau, com seu parque de 70 hectares pode ser atração para um dia inteiro.

Chenonceau

Château de Chenonceau
Horários – Aberto todos os dias. De 12 de novembro a 15 de fevereiro, das 9h30 às 17h. De 16 de fevereiro a 31 de março, das 9h30 às 17h30. De 01 de abril a 31 de maio, das 9h às 19h. De 01 a 30 de junho e de 01 a 30 de setembro, das 9h às 19h30. De 01 de julho a 31 de agosto, das 9h às 20h. De 01 a 25 de outubro, das 9h às 18h30. De 26 de outubro a 11 de novembro, das 9h às 18h.
Tarifas – O castelo apresenta vários tipos de tarifas. A mais barata é 11 euros/ Reduzida: 8,50.
Audioguia: 4 euros, disponível em 11 idiomas. Há dois tipos de visitas comentadas: uma de 45 minutos e a outra com 60 minutos.
Passeios pelos jardins iluminados, todos os finais de semana de junho e em julho e agosto todos os dias, das 21h30 às 23h30. Ingressos: 5 euros (grátis para crianças até 7 anos).

Chenonceau
Jardim de Catherine de Médicis

Podem-se alugar canoas para um passeio no Cher, informações na recepção do château. Também é possível fazer um cruzeiro pelo rio Cher, passando por baixo dos arcos de Chenonceau. O embarque é em Chisseaux, a dois quilômetros do castelo. Mais informações aqui

Chenonceau
Passeio de barco pelo Cher

Como chegar:
Por trem – A partir de Paris, uma hora de viagem de TGV até a estação Saint-Pierre-des-Corps, em Tours. De Tours, pegar outro trem e em meia-hora chega-se a Chenonceau. O castelo fica ao lado de estação de trem.
www.sncf.com
De carro – De Paris são duas horas de viagem, na estrada A10, saída Blois ou Amboise.

Chenonceau
Jardin Potager

Há algumas excursões aos castelos do Vale do Loire, incluindo Chenonceau, saindo de Paris. Saiba mais aqui na nossa página de passeios
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Chenonceau

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Renata Rocha Inforzato

<p>Sou de São Paulo, e moro em Paris desde 2010. Sou jornalista, formada pela Cásper Líbero. Aqui na França, me formei em História da Arte e Arqueologia na Université Paris X. Trabalho em todas essas áreas e também faço tradução, mas meu projeto mais importante é o Direto de Paris. Amo viajar, escrever, conhecer pessoas e ouvir histórias. Ah, e também sou louca por livros e animais.</p>

Comentários (54)

  • Elaine Valeria Responder    

    1 de Abril de 2013 at 19:56

    Interessantíssima a postagem! Parabéns!

  • Elaine Braga Responder    

    1 de Abril de 2013 at 20:02

    Que delícia de matéria! Ótimo texto e várias imagens! AMEI!

  • Fernanda Biar Responder    

    1 de Abril de 2013 at 20:03

    Acabei de ler uma biografia sobre Caterina de Médicis e fiquei curiosa sobre seu castelo favorito! Que história tem esse castelo! Muito interessante!

    • Renata Inforzato Responder    

      1 de Abril de 2013 at 22:35

      Oi Fê! São muito legais as histórias por traz de cada monumento, né? Catherine de Médicis me passa a ideia de uma mulher extremamente forte. Gosto disso! Se você puder, me passa o nome do livro, por favor! beijos

      • Fernanda Biar Responder    

        2 de Abril de 2013 at 13:53

        Oi, Rê. O nome do livro é Caterina De Medici, A Rainha Bruxa Rosa Dhebusnello. Só que a autora seguiu uma linha fantasiosa no que diz repeito a amizade de Caterina com Nostradamus por exemplo. Como diz na capa do livro é uma versão histórico-mágica. risos Mas é bem interessante para um primeiro contato com a vida dela. Agora estou atrás de uma biografia “séria”. Quero comprar esse livro Catherine De Medici de Leonie Frieda. Parece que o estudo foi bem feito.

        • Renata Inforzato Responder    

          3 de Abril de 2013 at 21:22

          Oi, Fê. Vou ver esse da Leoni. Vi também dois vendendo na Conciergerie, mas não me lembro os autores. Um era só sobre ela; o outro uma trilogia (acho) sobre as rainhas da dinastia dos Valois. Parecia ser bem interessante, beijos

  • Gisele Carrera Responder    

    1 de Abril de 2013 at 20:10

    Parabéns, Renata ! Amei…..bjssss, Gi

  • Monica Toledo Responder    

    1 de Abril de 2013 at 22:41

    Linda história, lindo do texto. Me prendeu do início ao fim!

  • Gislaine Responder    

    3 de Abril de 2013 at 0:34

    Consegui Re!!!!

  • Jackie Responder    

    3 de Abril de 2013 at 0:46

    Amei o post, quanta historia tem o castelo!
    Achei interessante o uso do branco pro luto enquanto hj usamos ele pra bodas. Acbo que essa tradicao comeca com a rainha vitoria, bem dps ne?
    Bjs,

    • Renata Inforzato Responder    

      3 de Abril de 2013 at 21:20

      OI Jackie, sim, foi a rainha Vitória. Antes dela, o branco era a cor do luto e as rainhas ficavam interamente de branco, parecia um hábito de freiras… Obrigada pela visita, beijão

  • Anita Gomide Responder    

    3 de Abril de 2013 at 5:10

    A cada comentário, descrição e foto a gente vai adentrando os espaços e viajando com a Renata.
    O castelo é divino. E o passeio que ela nos proporciona é impagável!
    Merci!

  • Carina-Senzatia Responder    

    3 de Abril de 2013 at 20:26

    Excelente!!! Adorei! Adicionei vários detalhes ao texto que eu tinha do castelo. Vc sempre arrasando com teus posts! 🙂
    Super beijo!

  • Thaísa Carneiro Responder    

    21 de Abril de 2013 at 22:03

    Parabéns pelo Blog, sensacional!! Tô amando ler seus posts e fico cada vez mais encantada por Paris e agora com mais anotações para minhas próximas idas.
    Moro na Suiça, mas procuro pelo menos uma vez por ano dá um pulinho por ai, brinco com meu marido que é para recarregar as energias. Tem alguns lugares que nunca deixo de ir, meus queridinhos, mas sempre incluo lugares novos.
    Mais uma vez parabéns!!
    Beijinhos,
    Thaísa.

    • Renata Inforzato Responder    

      28 de Abril de 2013 at 22:59

      Oi Thaísa, muito obrigada!!!! Pois é, Paris sempre recarrega nossas energias e a gente nunca vê tudo, mesmo vivendo aqui. Espero que vc aproveite bem sua estadia aqui e volte mais vezes. Ainda não conheço a Suiça, mas é plano para breve. Beijos

  • Monica Responder    

    6 de Maio de 2013 at 15:52

    Nossa, lindo post!
    Eu visitei o castelo em fevereiro do ano passado, mas foi muito rápido… Com o post percebi que não vi nem a metade do que deveria! :'(
    Beijo.

    • Renata Inforzato Responder    

      10 de Maio de 2013 at 0:05

      Oi Monica, obrigada pela visita. Bom, o importante é que você conheceu o castelo. Quem sabe, você logo volta e poderá ver mais. Beijo

  • Lígia Raquel Responder    

    27 de Maio de 2013 at 17:33

    Renata,
    Aprendi bastante sobre a história do Castelo Chenonceau! Você foi realmente didática, ajudando-me em minha pesquisa sobre este encantador e carismático Castelo. Parabéns pelo conteúdo transmitido o qual será comentado por mim em um Curso de Decoração que frequento em Campinas. Beijo, Ligia Raquel.

  • Aparecida Responder    

    10 de agosto de 2013 at 7:41

    Eu estive na Regiao do Loira agora em julho(2013) e visitei Chenonceau, pra mim, o mais bonito dos Castelos que visitei, a nossa guia nos falou muito sobre a sua historia, mas voce agora deu uma aula, adorei! Parabens. Gostaria de acompanhar as suas postagens sempre, viu? bjs

    • Renata Inforzato Responder    

      11 de agosto de 2013 at 20:47

      Oi Aparecida! Obrigada pelo elogio. Chenonceau é maravilhoso, né? É claro que eu adoraria que você acompanhasse minhas postagens. E você sinta-se à vontade para comentar e até me dar sugestões de lugares que você gostaria de saber mais. Um beijo e obrigada pela visita

  • Castelo de Chenonceau | Laís pelo mundo Responder    

    15 de agosto de 2013 at 0:32

    […] P.S.: O site Direto de Paris é um dos meus favoritos quando o assunto é Chenonceau. Existe um post bastante rico em detalhes históricos que vale muito a pena ser lido. Segue o link: http://diretodeparis.com/chenonceau-o-castelo-mais-feminino-da-franca/ […]

  • maisa Responder    

    8 de outubro de 2013 at 2:25

    Oi renata. Que volta ao passado. Amo de paixao a frança e principalmente sua historia. Ja visitei este castelo por 3 vezes e ainda nao me dou por satisfeita. Gosto de sentar e passar algumas horas lendo e olhando para esta maravilha. Nao so esse mas o Chambord, Amboise, Blois etc. Mas adorei ter lido suas informaçoes. Parabens. Continue escrevendo para nosso deleite.

    • Renata Inforzato Responder    

      12 de outubro de 2013 at 22:31

      Oi Maisa, muito obrigada! Também gosto de fazer como você, castelos são minha paixão… Vou publicando aos poucos sobre os outros. Espero que você goste. Um beijo

  • Marilia Pretto Responder    

    22 de Fevereiro de 2014 at 1:13

    Adorei esta aula magnifica sobre este Castelo.Estou louca para conhece-lo pessoalmente. E quando for vou me lembrar certamente desta aula. Vou continuar procurando tuas postagens. beijo

    • Renata Inforzato Responder    

      22 de Fevereiro de 2014 at 7:09

      Oi Marilia,muito obrigada pelo comentario. Vou escrever sobre os outros castelos também. Um abração

  • JUSSARA Responder    

    15 de julho de 2014 at 0:31

    Já ando flanando há algum tempo no blog e adorando. Parabéns pelo posto sobre Amboise e esse aqui. Estarei no Loire no final se setembro, e vou levar essas “aulas” comigo (impressas!). Uma pergunta: quantas horas (no mínimo) você aconselha para o Amboise e para o Chenonceau?
    Jussara

    • Renata Inforzato Responder    

      15 de julho de 2014 at 21:31

      Oi Jussara, obrigada pelo elogio. Então, eu fico o dia todo em cada um, rsrsrs. Mas isso é porque sou muito lerda e também uso a visita para fazer as reportagens, então, no meu caso, tem que ser demorado. Mas uma visita pode ir de uma hora e meia a duas horas, depende do seu interesse no assunto. Um beijo

  • PATRÍCIA DUPIN Responder    

    14 de novembro de 2014 at 21:11

    A história da família Dupin é fantástica!! Muito orgulho!!

  • Mônica Dupin Responder    

    14 de novembro de 2014 at 21:22

    Adorei tudo! Fiz uma viagem no tempo… Tudo muito lindo. Acho que da próxima vez que for à França vou ter que dar uma esticada para conhecer a região que já pertenceu aos meus antepassados! Parabéns, Renata.

    • Renata Inforzato Responder    

      16 de novembro de 2014 at 15:20

      Oi Monica, vá mesmo, você vai se apaixonar pelo castelo. Obrigadão pelo comentário, bjs

  • Iolanda Lopes de Abreu Responder    

    24 de Maio de 2015 at 22:43

    Olhe, Renata, como se diz agora, por aqui, estou surpresada com o seu post sobre o Belo Castelo de Chenonceau. Muito completa a descrição de tudo. Estarei em Paris estre 15 de setembro e 15 de outubro de 2015, nesta minha 45ª ida à Cidade Luz, para as Jornadas do Patrimônio, participar da Nuit Blanche, conhecer uns Castelos que ainda não tive a oportunidade de visitar e rever outras belezuras imperdíveis, como é o caso de Vaux-le-Vicomte. Agradeço a sua insopesável colaboração para a minha viagem. Parabéns!

    • Renata Inforzato Responder    

      25 de Maio de 2015 at 12:16

      Oi Iolanda! Obrigadão pelo seu comentário. Até sua viagem vou publicar bastante coisa. Aguarde. Um beijo

  • Dillemba Responder    

    20 de junho de 2015 at 14:54

    Ótimo. Post super detalhado, permitindo que se faça a visita conhecendo a história do castelo e já sabendo o que encontrar em cada cômodo, à quem era dedicado. Vai me ajudar muito. Tem algum sobre o château de Chambord?

    • Renata Inforzato Responder    

      21 de junho de 2015 at 23:56

      Oi Dillemba. Quero escrever sobre Chambord, mas tenho que voltar lá porque perdi todas as minhas fotos desse castelo 🙁 . Espero que dê tempo de escrever antes de você vir. bjs

  • Izildinha Vitoreli Responder    

    9 de julho de 2015 at 1:25

    Fantástico! Adoro histórias e contos de fada! Gostaria de conhecer esse lugar um dia. Evidentemente isso nunca acontecerá, mas sonhar faz parte da minha natureza.
    Grata por tão belo trabalho e por disponibilizá-lo.
    Izildinha

  • ENY NOGUEIRA Responder    

    26 de outubro de 2015 at 19:02

    Achei ótima sua publicação.Interessante e muitos detalhes e curiosidades. Vale a pena…Irei conhecer! obrigada pelas dicas!

  • Priscila Responder    

    27 de novembro de 2015 at 4:17

    Adorei estou encantada com tudo sobre o castelo, estou alucinada com tudo, pois estou assistindo a série do Reign maravilhosa conta sobre a Rainha Mary da Escócia e foi da França tbm. Estou apaixonada por tudo! Está de parabéns pela postagem.

    • Renata Inforzato Responder    

      30 de novembro de 2015 at 10:16

      Oi Priscila, obrigadão pelo comentário! Eu tb tô vendo essa série e com vontade de visitar e escrever sobre todos os lugares que aparecem nos episódios. É bem legal, né? Um beijo

  • Fernanda - Blog Tá indo pra onde? Responder    

    16 de novembro de 2016 at 20:08

    Uns anos atrás, fiquei babando nas fotos dos meus pais no Loire e agora encontro mais vários motivos aqui no seu blog pra tirar a ideia dessa viagem do papel logo logo! aiaiai suspirando por aqui!

    • Renata Rocha Inforzato Responder    

      27 de novembro de 2016 at 22:11

      Oi Fernanda, olha, tire mesmo do papel, porque é uma região que vale muito a pena. Nunca me canso de voltar lá. Um beijo

  • Benedicta Mattos Responder    

    14 de Abril de 2017 at 20:42

    Maravilhoso o seu relato ,parabéns .Parece que eu estava lá no castelo ,pela sua descrição .obrigada .vou visitar o Castelo dia 05/05 deste ano .bjs

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